
Custa, aliás, a entender que assim seja. O número de casos de infecção no Oeste não pára de aumentar, a um ritmo praticamente diário, pelo que a forma incauta como alguns dos nossos concidadãos têm agido causa, no mínimo, estranheza e deixa antever o pior.
É por isso que aqueles que têm responsabilidades de gerir a coisa pública devem manter-se prudentes e respeitadores das indicações da Direção-Geral de Saúde, por forma a dar o exemplo à população. A crise que vivemos deixou marcas em todos, mas se não arrepiarmos caminho uma segunda vaga da pandemia pode ter efeitos ainda mais catastróficos, sobretudo entre a população mais idosa. Nesse sentido, Zé Povinho deixa um aplauso aos presidentes de Junta de A-dos-Francos e da Foz do Arelho e também ao presidente da Câmara Municipal das Caldas, que souberam assinalar datas que são especiais para a população, mas mantendo o distanciamento social.

O mundo é muito ingrato e Zé Povinho recorda-se que no início da pandemia, tal como no passado acontecia aos leprosos, trabalhadores que regressavam da China a uma aldeia da Ucrânia, terem sido apedrejados por serem eventualmente portadores do mal deste ano horrível de 2020. Na altura, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, salientou “o perigo de nos esquecermos de que somos todos humanos”.Apesar da maior simpatia que Zé Povinho nutre pelo autarca de Óbidos, Eng. Humberto Marques, não gostou de o ver apressada e atabalhoadamente a tentar descartar-se de uma mão cheia de infectados, por mais “injusto” que isso por ser para um autarca que quer o melhor para o seu território. Injusto, na verdade, é estar a trabalhar no duro noutra terra e ser apanhado pelo vírus. Seria bem mais interessante tê-lo ouvido dizer que vamos lutar em conjunto para ultrapassar este mal. Seria um sinal de esperança e solidariedade para aqueles que estão infectados e um exemplo para o resto da população.





