
Os caldenses também demonstraram acreditar no evento e aderiram massivamente, uns mais à feira e à sua realização no parque, outros aos espectáculos que foram oferecidos a preços muito razoáveis para a qualidade e notoriedade dos artistas contratados.
A organização, provavelmente por haver um controlo objectivo das entradas através dos bilhetes pagos, não caiu nos exageros de outros que acrescentam zeros aos números e contenta-se por estimar na centena de milhares os visitantes da feira.
Zé Povinho está muito satisfeito com este resultado, apesar de ter encontrado algumas falhas, umas fruto de alguma inexperiência e outras do facto de os organizadores não estarem à espera de tanta adesão (o que obrigou o público a esperar demasiado tempo nas bichas para adquirir o bilhete).
Por tudo isto espera-se que os caldenses voltem a acreditar em realizações com projecção nacional e com potencial para chamar a atenção dos portugueses, como tem acontecido com muitas outras cidades e vilas por esse país fora.
Zé Povinho também gostaria de lembrar que estes eventos deviam estar também virados para o interesse dos muitos milhares de estrangeiros que estão a menos de uma hora das Caldas da Rainha e que podiam chegar à cidade com mais algum esforço. Isso podia ser feito se dessem maior importância e visibilidade mediática ao facto do centenário mercado diário ser o único no país que funciona ao ar livre.
Em conclusão os caldenses estão de parabéns, pelo que Zé Povinho desta vez também os felicita e acha que devem exigir aos seus autarcas para repetirem o evento e melhorarem-no ainda mais.

Nem os principais comentadores da sua área política lhe têm dado apoio, aconselhando-o antes a aproveitar as férias para refrescar a cabeça. Mas parece que a receita não foi seguida e na reentrée lá veio mais uma bomba para os jornais.
Então não é que o Dr. Passos Coelho, numa sua descida ao país, se interroga sobre “quem é que põe dinheiro num país dirigido por comunistas e bloquistas”, esquecendo-se que, há algum tempo, andava com o Dr. Portas pelo mundo, sem critério ideológico, a pedir financiamentos para o Portugal?
Nesta busca de capital não tiveram o mínimo constrangimento em ir à República Popular da China, onde vigora um regime assumidamente comunista (mas onde abundam dólares) procurar investimentos e até aceitá-los com muito agrado nas redes eléctricas e nos seguros. E só não foi na banca porque eles não cobriram a parada.
O infortúnio do Dr. Passos Coelho é que os seus companheiros de partido cada vez acreditam menos nas suas hipóteses de voltar ao poder e estão a dar-lhe tempo para obter uma derrota a fim de o poderem enxotar para o lado. Só o fracasso da actual experiência maioritária de esquerda no Parlamento lhe poderia dar alguma hipótese. E esta só acontecerá se o Dr. António Costa cometer algum erro drástico e perder o apoio crítico do Presidente e dos outros partidos de esquerda, o que para já não parece verosímil.
Assim, Zé Povinho aconselha ao Dr. Passos Coelho a mudar de estratégia, ou então irá de derrota em derrota até à derrota final e não até à vitória. O Dr. Portas já se passou para o privado com êxito e ele continua solitário a lutar contra fantasmas…







