Os centros escolares do concelho da Nazaré estarão abertos na segunda e terça-feira para acolher os filhos dos profissionais prioritários, nomeadamente das áreas da saúde, bombeiros e forças de segurança, informou a Câmara.
“Esta medida visa garantir apoio às famílias que asseguram serviços essenciais à comunidade, permitindo a continuidade da resposta no terreno”, divulgou hoje a Câmara da Nazaré, no distrito de Leiria, num comunicado à população.
No texto o município agradece “o empenho e a dedicação de todos os profissionais que, nestes dias exigentes, continuam a servir a população”.
Na vila centenas de populares têm-se mobilizado, desde quarta-feira, para ações de limpeza da areia que os ventos fizeram deslocar para a marginal, e dos destroços resultantes do impacto da depressão Kristin.
A autarquia disponibilizou, na sexta-feira e este fim-de-semana, os pavilhões municipais para as pessoas que necessitem de tomar banho no concelho, onde o abastecimento de água à população está também a ser assegurado pelos bombeiros.
A Biblioteca Municipal José Soares está aberta ao público, com acesso gratuito à rede ‘wifi’ e “condições para quem necessite de um local com acesso a serviços essenciais, nomeadamente para carregar telemóveis e outros equipamentos”.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.
A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. Este sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de hoje para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
*com agência Lusa





