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Comerciantes celebraram os 116 anos da ACCCRO numa gala com sabor a despedida

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A sexta gala da ACCCRO, que comemorou os 116 anos da associação de comerciantes, reuniu 170 pessoas num jantar onde o presidente da direcção, Paulo Agostinho – que está em final de mandato – aproveitou para distribuir elogios e agradecimentos a pessoas e entidades, anunciando que não se vai recandidatar. Como habitualmente, o evento serviu também para atribuir prémios aos estabelecimentos que mais se destacaram, tendo os galardões sido este ano atribuídos ao Café Bordalo, restaurante Mimosa, José Ribeiro & Filhos, Lda., Amaro da Silva Lda., Zélu Noivas, Sportino, Lda. e Vale & Costa Lda.

 

Creme de couve-flor, arroz de tamboril à nazareno com amêijoas e camarão, cachaço de porco tostado no forno e strudel de maçã com frutos secos e canela acompanhado de chantilly e gelado, eis o essencial do menu do jantar de gala da ACCCRO que reuniu 170 comensais distribuídos por 19 mesas. Dos vinhos, o tinto Douro estava melhor do que o branco alentejano, o qual, aliás, rapidamente deixou de se servir frio porque o restaurante não tinha frappés.
Para recrear a vista e satisfazer necessidades menos materiais, destacava-se uma interessante exposição com fotos antigas de estabelecimentos comerciais caldenses, mas também com documentos igualmente antigos, como facturas, envelopes, calendários e prospetos. Uma iniciativa meritória, que preserva a memória e que poderia constituir um acervo para uma futura secção museológica da ACCCRO.

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A sexta gala dos comerciantes decorreu como previa o guião – um momento de convívio e reencontro, com risos e conversas cruzadas, na qual José Ventura, da direcção da ACCCRO, foi o mestre de cerimónias. Ele próprio deu o tiro de partida para o início da refeição quando deu as boas vindas aos presentes e antecipou que “o que correr bem esta noite é da minha responsabilidade, o que correr mal reclamem com o Paulo Agostinho” (presidente da associação), suscitando uma gargalhada geral.
Nas 19 mesas estavam representantes de 49 empresas, sendo que a empresa Amaro da Silva era a mais bem representada (ocupava duas mesas), seguido de Ana Saramago, que ocupava também duas mesas e era também dos grupos mais animados e exuberantes.
Aquando das sobremesas deu-se início à cerimónia da atribuição dos prémios, os quais foram entregues aos empresários por Paulo Agostinho, Margarida Freitas (presidente da Assembleia Geral da ACCCRO) e Tinta Ferreira (presidente da Câmara).
Para cada empresa, José Ventura contava a sua história, tendo-se socorrido em alguns casos das reportagens da rubrica Uma Empresa Várias Gerações, da Gazeta das Caldas, que foram publicadas entre Maio de 2010 e Setembro de 2011, sem contudo citar o jornal.

 

ENTRE AS DEZ MAIS ANTIGAS DO PAÍS

 

Na hora dos discursos, Paulo Agostinho revelou alguns factos que são motivo de orgulho para a associação que cumpria os seus 116 anos. Um deles é que há mais de 500 associações empresariais em Portugal e que a ACCCRO é uma das dez mais antigas de todo o país. O outro é que esta é a única associação empresarial do Oeste “e uma das poucas de Portugal” que vive exclusivamente das quotas dos seus 700 sócios pagantes (há mais de mil que não pagam quotas, estando prevista uma limpeza dos ficheiros), sem necessidade de subsídios nem de actividades paralelas para obter outras receitas.
Num discurso com sabor a despedida, circulando com grande desenvoltura e o microfone na mão por entre as mesas da sala, Paulo Agostinho distribuiu elogios e agradecimentos sempre seguidos de salvas de palmas.
O dirigente recordou que estava no último ano do seu mandato e que não se recandidataria, esperando que houvessem listas para as eleições que vão decorrer em Maio.
Uma das pessoas mais ovacionadas da noite foi o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, de quem Paulo Agostinho não escondeu que teve algumas divergências, mas que mereceu no momento rasgados elogios pela forma como colaborou com a ACCCRO. O autarca, num discurso que poderia ter sido mais curto, desvalorizou essas divergências e centrou-se em enaltecer os comerciantes, a quem louvou a resiliência e a capacidade de inovação.
“Não sendo uma capital de distrito, Caldas da Rainha tem comércio e serviços que dá cartas a nível nacional e que são reconhecidos por outras localidades”, disse, acrescentando que é precisamente graças ao comércio e serviços que a cidade tem também uma grande dimensão cultural e um nível de vida acima da média. Razões, aliás, que explicam a vinda de muitos estrangeiros para esta região, bem como de casais jovens que aqui se instalam.
O autarca aproveitou para relembrar que a cidade vai ter um hotel de três estrelas nas antigas instalações da Secla e outro de cinco estrelas nos Pavilhões do Parque, que em muito irão contribuir para dinamizar o sector do comércio nas Caldas da Rainha.
Tinta Ferreira disse estar de acordo com a eventual junção do Oeste com a região da Lezíria e Médio Tejo, anunciando que, se tal vier a acontecer, a cidade das Caldas da Rainha será o maior núcleo populacional desta zona pois tem mais habitantes do que Santarém e Torres Vedras.
Na gala de aniversário da ACCCRO não podiam deixar de contar com um bolo de aniversário e com os presentes a cantarem o Parabéns a Você. Como gala que se preze, esta não acabou cedo. Começou às 20h00 e prolongou-se até depois da 1h00 da manhã.

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Edição #5625

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