
A mostra foi inaugurada na tarde de sábado, com a actuação do coro da Paróquia de Nossa Senhora da Ajuda. Presente na cerimónia, o presidente da Junta de Freguesia das Gaeiras, Luís do Coito, destacou que esta ocupa este ano o “espaço mais nobre” da freguesia, referindo-se ao convento de S. Miguel.
O autarca disse que os artesãos ficaram particularmente contentes com o local da exposição e houve alguns que criaram presépios de propósito para o local que lhes correspondia, como foi o caso de Mário Lopes e José Tanganho. A artesã Paula Clemente trabalhará, uma vez mais, ao vivo, durante o decorrer da mostra.
Luís do Coito destacou também o trabalho do anterior presidente de Junta, Eduardo Silva, que continua a colaborar na organização da mostra, agora como comissário, e realçou que é das pessoas que, no país, mais percebe de presépios. “É uma peça fundamental neste projecto”, disse.

O antigo presidente da Junta disse à Gazeta das Caldas que, com a passagem das empresas que estavam situadas no convento para o Parque Tecnológico de Óbidos (cujos edifícios centrais foram recentemente construídos) este espaço ficou agora livre. “Se não houver ninguém para aproveitar estas instalações, eu tenho condições para criar aqui o Museu do Presépio, que decerto seria auto-suficiente”, disse.


O presidente da Câmara, Humberto Marques, disse que a sua estratégia passa por dar mais vida às aldeias e aproveitar as suas características únicas para atrair turistas.
No dia da inauguração já tinham sido vendidos 21 presépios e estão vários reservados. Neste momento a maior procura é para presentes de Natal, com preços a variar entre os cinco e os 20 euros, mas na mostra existem presépios a partir de um euro até aos 2000 euros.
A mostra, que se encontra patente até 6 de Janeiro, está integrada na Vila Natal e tem entradas livres. Poderá ser visitada diariamente das 14h30 às 18h00 (dias úteis) e das 14h30 às 20h00 (sábados, domingos e feriados).
Fátima Ferreira
fferreira@gazetadascaldas.pt





