O mau tempo já fez 12 desalojados e obrigou a retirar mais de 20 pessoas das suas casas por prevenção de riscos na região Oeste, disse o comandante regional de Emergência e Proteção Civil à agência Lusa.
O responsável do Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste, Carlos Silva, afirmou que, nas últimas 24 horas, registaram-se em Arruda dos Vinhos 12 desalojados por danos causados pelo mau tempo nas suas habitações, tendo sido realojados em casas municipais ou de familiares.
O mau tempo obrigou também a retirar 22 pessoas das suas casas por “risco de cheias ou de deslizamentos de terras”.
Destas, 12 foram em Torres Vedras, devido ao risco de inundações provocadas pelo transbordo do Rio Sizandro, e foram realojadas no Centro Pastoral do Turcifal ou em casas municipais.
Juntam-se outras seis em Arruda dos Vinhos, que foram realojados em casas municipais ou de familiares.
Na Lourinhã, três pessoas foram retiradas das suas casas por prevenção por risco de deslizamento de terras, das quais duas foram realojadas num pavilhão preparado pela Proteção Civil e outra em casa de familiares.
Nas Caldas da Rainha, uma pessoa foi retirada da sua casa devido a danos causados pelo mau tempo e foi realojada numa instituição social de Salir do Porto.
Os 12 municípios da região Oeste- Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras- têm ativado o seu plano municipal de emergência, adiantou o responsável.
Para as próximas horas, os concelhos que requerem maior preocupação das autoridades são Alcobaça, Alenquer e Torres Vedras, pelo risco de transbordo dos rios e cheias nas zonas urbanas por eles atravessadas.
Na quinta-feira, as escolas vão estar encerradas nos concelhos do Bombarral, Alenquer e Torres Vedras, adiantou.
Além das falhas de eletricidade, que ainda afetam 10% da população em Alcobaça e Nazaré, os concelhos mais fustigados pela depressão Kristin, a Proteção Civil alerta para a possibilidade de falhas no fornecimento de água.
“Os deslizamentos de terras e as quedas nas estradas têm provocado danos nas condutas”, justificou.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
*com agência Lusa







