
– Evitar o uso de roupa apertada, em especial na cintura e membros inferiores;
– Evitar permanecer com as pernas cruzadas por longos períodos;
– Evitar permanecer muito tempo de pé ou sentado, sem fazer movimentos significativos dieta pobre em fibras e liquidos, que conduza ou agrave situações de Obstipação (prisão de ventre), ou rica em calorias e que contribua para situações de obesidade;
– Evitar a exposiçao prolongada ao calor;
O problema de base relaciona-se com uma alteração na estrutura das veias dos membros inferiores que afecta seriamente o seu desempenho no que respeita ao transporte do sangue de volta ao coração. Esta alteração de desempenho das veias vai implicar um atraso na circulação de sangue que leva a diversas alterações secundárias, que vão constituir os sinais e sintomas (queixas), tipicos desta doença, da qual se salienta à partida a dilatação das mesmas, que origina as conhecidas varizes ou derrames, sensação de peso e cansaço nas pernas, que se vai agravando ao longo do dia, sensação de pernas quentes e eventual comichão e inchaço que se acentua mais nos tornozelos e tal como o cansaço acentua-se ao longo do dia.
Caso a doença progrida ao longo do tempo teremos alterações crónicas e irreversíveis que vão desde alterações estéticas da pele da perna afectada (que é a área mais afectada por este tipo de doença: abaixo do joelho) a situações muito graves que podem mesmo comprometer a vida da pessoa. Numa próxima oportunidade iremos aprofundar mais detalhadamente quais as principais complicações e as boas práticas e bons hábitos a adoptar na prevenção e controlo da doença venosa crónica dos membros inferiores.
Vítor Santos,
Enfermeiro Especialista
IberWounds Oeste, Centro Avançado de Tratamento de Feridas, Caldas da Rainha








