

A sessão decorreu na passada semana com a presença de inúmeras pessoas locais e de rotários vindos de todo o país, para que fosse feito o elogio da obra desenvolvida pelos homenageados e estes pudessem dar igualmente o seu testemunho e agradecer a escolha.
Zé Povinho, por um lado, regozija-se com a escolha de Manuela Sábio, mulher de armas à frente de uma empresa que ocupa a Europa com os transportes, liderando uma equipa de algumas centenas de trabalhadores e que ainda encontra tempo para dar relevo a uma política de responsabilidade social consistente, que beneficia o mundo exterior à empresa.
Igualmente Zé Povinho se associa à escolha do seu “autarca preferido” na região, alegadamente considerado na sessão como o mais “resiliente, dedicado e apaixonado”, que surpreendentemente para quem o conheceu ao longo dos muitos anos no executivo, vem agora dar conselhos aos sucessores, nomeadamente “ter o rei na barriga, ser arrogante e presunçoso, é a pior coisa que há.”. Sugeriu que os autarcas devem ouvir os outros, como ele próprio se disponibilizou a aconselhar, sem sucesso, o seu sucessor. Voltou ao tema populista mais actual da corrupção acusando que “a maioria vem para a política não por ideais, mas pelos interesses”.
Zé Povinho é bem mais assertivo e considera que ambos os homenageados têm uma história à altura de outros homenageados em anos anteriores, pelo que a sua homenagem se justifica por ocasião de sessão de solidariedade anual dos Rotários.

O primeiro-ministro bem pode continuar a pregar ao deserto sobre a capacidade de equilibrar as contas públicas. António Costa pode bem continuar a falar do “orgulho” que os socialistas exibem de ter um desafogo financeiro no Orçamento de Estado como nunca se viu em democracia. Mas, é a opinião de Zé Povinho, fazer de conta que se governa é fácil. Porque clamar aos sete ventos que as contas do Estado estão equilibradas, quando têm de ser os municípios a substituir-se ao governo em questões como a saúde ou o ensino, é um exercício intelectual que poucos serão capazes de fazer. O secretário-geral do PS é conhecido como um equilibrista, capaz de gerar consensos e acordos com qualquer um. Mas dava jeito se fosse conhecido como alguém que falasse toda a verdade. Os cidadãos agradeciam.







