
Este é um bom exemplo de como, com imaginação e sentido crítico, se podem obter melhores resultados com os mesmos recursos no tratamento dos doentes. Segue, aliás, uma linha de intervenção que tem sido percorrida em muitos países desenvolvidos, onde são os médicos que vão a casa dos pacientes, onde estes se sentem mais confortáveis e junto da família. Ao mesmo tempo, evita-se uma sobrecarga dos hospitais e das unidades de saúde, que ficam, desse modo, libertas para atender às urgências e aos casos que implicam internamento.
Zé Povinho dá, por isso, os parabéns ao Centro Hospitalar do Oeste nesta matéria, embora saiba que noutras situações aquela estrutura tem muito a melhorar na forma como são prestados alguns cuidados de saúde aos cidadãos. Contudo, sempre que há iniciativas que revelam um impacto positivo na vida das pessoas, elas devem ser ressalvadas. Como é o caso da Unidade de Hospitalização Domiciliária.

Esta é, porém, uma questão que deve merecer um olhar atento das autoridades. Dos governos e da União Europeia, que já deveria ter percebido, com tudo o que aconteceu com a eleição de Donald Trump nos EUA e do referendo europeu no Reino Unido, que este tipo de artimanhas só podem servir interesses que não o interesse público. Urge, por isso, uma legislação apertada e polícias devidamente preparadas para lidar com estas questões. Falta uma directiva enérgica de Bruxelas para, de uma vez por todas, as autoridades terem o poder de fiscalizar sites e encerrá-los no caso de propagarem informação falsa.
De resto, é inacreditável a facilidade com que pessoas, bem ou mal intencionadas, conseguem fazer sites que se dizem “informativos”, que replicam notícias ou partes de notícias de outros órgãos de comunicação social sem citar, e que ganham dinheiro com publicidade on-line. Sem pagarem impostos, porque nem sequer são empresas, e sem terem jornalistas profissionais… Pode parecer uma questão do somenos, mas não é. É a democracia que pode estar em causa.





