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Mau tempo causou danos em espaços culturais

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Foram vários os museus onde o mau tempo causou estragos

Espaços culturais das Caldas, de Óbidos e de Alcobaça foram afetados pelo mau tempo. Árvores caídas, telhas caídas e várias infiltrações deixaram marcas

As recentes e sucessivas intempéries meteorológicas provocaram alguns danos nos edifícios dos Museus José Malhoa e da Cerâmica, “como infiltrações e outros constrangimentos que afetaram o edificado”, informou a diretora Nicole Costa.
O Museu José Malhoa, encontra-se temporariamente encerrado devido às condições que impedem a circulação de pessoas no Parque D. Carlos I. A reabertura do parque esteve prevista para a ontem, quarta-feira, 18 de fevereiro.

Já o Museu da Cerâmica -encerrado para obras de renovação – registou danos na cobertura, em estruturas e nos espaços envolventes do jardim.

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Nos dois museus estão a decorrer ações com vista à salvaguarda de trabalhadores e coleções, incluindo de limpeza e reforço de medidas preventivas, como o embalamento de peças. Estão em curso ações de avaliação técnica, monitorização e intervenção, em articulação com a Museus e Monumentos de Portugal.

No Museu da Cerâmica, a Câmara tem colaborado na remoção de árvores e ramos danificados e na limpeza do jardim, enquanto que a União de Freguesias de N. Sra. do Pópulo, Coto e S. Gregório tem desenvolvido um trabalho continuado de limpeza do Parque D. Carlos I e na área envolvente ao Museu José Malhoa.

Em Óbidos, também houve danos. Segundo comunicação da autarquia, no Espaço My Machine, caiu parte do gradeamento exterior e registaram-se infiltrações em todo o espaço. O sistema elétrico ficou danificado e há patologias resultantes de infiltrações. Já no Espaço Ó, a queda de uma árvore causou danos nas telhas e na Livraria Artes e Letras também se registaram danos nas telhas de revestimento, assim como no Museu Municipal e na Galeria Ogiva. Nesta última, também se registaram infiltrações. Os dois tipos de dano também se registaram no Auditório da Casa da Música.

Também no Museu Abílio de Mattos e Silva, na Biblioteca Municipal – Casa José Saramago, na Casa do Arco da Cadeia, nas residências criativas e nas Livrarias de S. Tiago e do Mercado Biológico registaram-se danos nas telhas de revestimento.

Em relação ao Edifício Central da Praça da Criatividade, além dos danos nas telhas da cobertura registou-se também a destruição de três portas de madeira e da estrutura de acrílico na zona superior do edifício. No Convento de São Miguel, nas Gaeiras, além das telhas e das infiltrações também se registou queda de árvores.

O Mosteiro de Alcobaça, assim como o Mosteiro de Cós, foi afetado pelo mau tempo, registando-se danos ao nível das coberturas exteriores (sobretudo, Sacristia Nova, igreja, Claustro D. Dinis e Ala Sul/ Galeria de exposições temporárias), com deslocação, queda e quebra de telhas. Agravou-se o estado de conservação de vitrais da igreja e janelas do Claustro do Cardeal (alçado contíguo à Rua D. Pedro V). Os cedros centenários na cerca superior (perto do Celeiro), área que está a ser intervencionada no âmbito da execução do PRR, “sofreram quebra e queda de muitas pernadas”, contou Ana Pagará, a diretora do mosteiro. Enfrentam ainda problemas relacionados com os “riscos inerentes a infiltrações”, uma vez que persistiu a sucessão de depressões ou tempestade.

“Continuamos muito atentos, a monitorizar o estado de conservação do monumento e estamos já a avaliar a necessidade de novas intervenções em função da continuidade do mau tempo e da ocorrência cada vez mais frequente de fenómenos extremos, provocados pelas alterações climáticas”, informou Ana Pagará.

A Museus e Monumentos de Portugal, EPE, desencadeou logo procedimentos de adjudicação de serviços com carácter de urgência para a correção dos problemas imediatamente detetados, os quais incluem a reparação dos telhados, a intervenção de conservação e restauro de vitrais e a remoção das janelas em mau estado do alçado Norte do Claustro do Cardeal (em perigo de queda), com o entaipamento dos respetivos vãos. A recuperação do Claustro do Cardeal estava prevista no âmbito do PRR, mas “infelizmente não foi possível executá-la, aguardando-se nova oportunidade para a concretização deste projeto”. Segundo a diretora, as intervenções “terão início nos próximos dias.
Segundo a diretora do Mosteiro, apesar dos danos, não foi necessário encerrar o monumento ao público, houve apenas a delimitação de perímetros de segurança nas zonas afetadas como por exemplo no Claustro D. Dinis. As visitas à Sacristia nova, “por precaução, estão também suspensas”, informou.

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