
Há um monumento dedicado ao 16 de março de José de Sta. Bárbara que é palco das celebrações. Há também um mural inaugurado em 2024, algo polémico sobre a Intentona
O monumento que é dedicado ao Golpe das Caldas foi inaugurado a 24 de março de 2018 pelo então secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello. A obra é da autoria do artista plástico José de Sta. Bárbara e concretizou-se cinco anos após ter sido apresentada.
A escultura de oito metros de altura tem uma base representando vários muros e paredes a partir da qual irradia um cilindro – que pode simbolizar um canhão – que projeta vários elementos que dão a ideia de explosão e de festa.
No conjunto, este trabalho é uma alusão ao primeiro passo para a queda da ditadura em Portugal e dos dias felizes que se lhe seguiram.
Mesmo com palavras simpáticas por parte do governante, Marcos Perestrello que reconhecia que era interessante que o 16 de Março fizesse parte dos programas escolares dada importância que teve para o sucesso do 25 de Abril, a verdade é que as autoridades locais nunca deram a devida relevância à Intentona.
A escultura custou 80 mil euros e era algo há muito desejado tendo sido inclusivamente referido em finais dos anos 70, durante uma visita de Ramalho Eanes às Caldas.
Na inauguração do monumento estiveram Manuel Ferreira da Silva e Gonçalves Novo, militares que tiveram papéis relevantes no desenrolar do 16 de Março. Ambos teceram rasgados elogios ao monumento de Santa Bárbara por este representar bem o contraste entre a opressão da ditadura e a alegria da Liberdade. Na cerimónia de inauguração, o artista revelou que fez a obra como a imaginou. O artista está ligado às Caldas desde a sua infância, por motivos familiares. Leccionou no Ramalho Ortigão, na Escola Comercial e Industrial e também trabalhou na Secla. E se há consenso quanto ao 16 de março ele faz-se em redor do monumento.
A data é celebrada anualmente nas Caldas, junto ao monumento que lhe é dedicado, da autoria de José Santa-Bárbara, artista plástico que este ano assinou a ilustração da edição comemorativa dos 50 anos do 25 de abril publicada pela Gazeta das Caldas.
O 16 de Março e o 25 de Abril estão presentes em três murais. Na parede na Rua António Sérgio, está uma homenagem ao Golpe das Caldas, da autoria da dupla do projeto Ruído (Draw – Frederico Soares Campos e Alma – Rodrigo Guinea Gonçalves) e que faz parte de um conjunto de 14 “Murais de Liberdade”, inseridos nas celebrações do 50.º aniversário do 25 de Abril de 1974, criados durante em diferentes localidades do país.
O mural, que retrata o 16 de Março mostra o momento em que o brigadeiro Pedro Serrano negoceia a rendição dos militares revoltosos, o que suscitou alguma polémica dado que o militar está em primeiro plano no mural.
Também nas escolas foram feitos murais que assinalam os 50 anos do 25 de Abril. Foi feito uma proposta artística na escola do Avenal dedicada à tentativa falhada de golpe militar contra o Estado Novo e um outro na escola-sede do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro também há outro mural alusivo à data designado “Janelas da Liberdade”.
José Ruy também dedicou um livro à cidade e ao 16 de março, reproduzindo em BD o Golpe das Caldas.








