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Zélia Évora tem novo atelier de trabalho no centro da cidade

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Autora dá a possibilidade ao público de ver a execucação das suas peças

Autora mudou espaço para as proximidades da Praça onde trabalha ao vivo

Zélia Évora esteve a trabalhar durante seis anos nos Silos. Agora mudou-se para a Rua do Parque, nº 13, próximo da Praça da Fruta, numa das artérias que conduz até ao Parque.

O seu atelier nos Silos sofreu estragos causados pela tempestade e o surgimento de uma oportunidade no centro da cidade fê-la aceitar o desafio.

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“Nos Silos é difícil alguém entrar para comprar. Aqui tenho uma montra voltada para a rua”, disse a autora, conhecida pelos seus trabalhos de costura criativa e também na área da gravura. Das suas mãos “saem” mantas exuberantes feitas com recurso ao método do patchwork e várias esculturas, inspiradas no mundo natural.

Cria flores e couves gigantes, além das mais variadas peças utilitárias, desde vestidos, quimonos e chapéus. Uma das últimas criações em têxtil é de homenagem à própria cidade e pode ser apreciada no Hospital Termal.

“Sempre gostei de ver o trabalho ao vivo”, disse a artista que vai realizar as suas gravuras e peças de têxtil criativas como os seus famosos chapéus. “Será um espaço em constante mutação”, contou Zélia Évora que admite fazer workshops das técnicas que utiliza para pequenos grupos.

A autora está a preparar uma exposição para a Galeria Bohio Creative e pretende incluir linogravuras e esculturas em tecido. Vai designar-se “Biofilia” e vai refletir sobre a relação entre o Homem e a Natureza. “Só tenho dois meses para preparar a mostra”, contou a autora que habitualmente trabalha com três meses de antecedência para as suas exposições.

Zélia Évora dedica-se à linogravura, técnica de gravura em relevo que utiliza o linóleo como matriz e permite criar estampas e a reprodução de imagens.

A autora faz séries de 11 gravuras (uma é prova de autor) e são decoradas com ouro, com folha de ouro e pormenores de costura.

“Sempre que vendo uma peça maior, reservo uma parte do lucro para comprar peças a outros artistas”, disse a autora que também integrou o Gang da Malha e que escreveu os livros “A Terapia do Tricot” e “Re-Use”.
Zélia Évora também integra a equipa organizadora do evento “Ode à Primavera” que embeleza as ruas da cidade das Caldas com andorinhas quando começa a primavera.

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