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Aumentam anualmente os animais acolhidos pelo CRASM

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São cada vez mais os animais acolhidos no centro de recuperação

Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto com 674 animais em 2025

O Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto (CRASM), localizado na freguesia do Vilar, no concelho do Cadaval, tem registado desde 2023 um aumento próximo dos 100 animais por ano.

Segundo os dados revelados à Gazeta das Caldas pela associação ambientalista Quercus, que gere esta infraestrutura em parceria com a Junta de Freguesia do Vilar, em 2025 deram entrada 674 animais, encontrando-se ainda 24 em recuperação no final de dezembro. Nos últimos sete anos tem-se verificado um crescimento anual consistente no número de admissões: 492 animais em 2023, 593 em 2024 e 674 em 2025.

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Inaugurado em 2019 na aldeia da Tojeira, o CRASM tem como principal objetivo a recuperação de fauna selvagem debilitada, visando a sua reintegração no habitat natural.

A diretora clínica, a médica veterinária Inês Silveira, sublinha que o centro, que acolheu 33 voluntários e estagiários ao longo do último ano, “desempenha um papel relevante na valorização da Serra de Montejunto, na sensibilização ambiental da sociedade, na formação de estudantes universitários e na recolha de dados para projetos científicos”.

Em relação aos animais acolhidos no CRASM para recuperação, a classe das Aves representou 83,4%, seguida dos Mamíferos (15,3%) e dos Répteis (1,3%). As espécies com maior número foram a Gaivota-de-patas-amarelas (72 registos), o Ouriço-cacheiro (64), o Andorinhão-pálido (60), o Mocho-galego (56), a Cegonha-branca (33), a Coruja-das-torres (33) e a Coruja-do-mato (32).

A maioria dos animais teve origem nos distritos de Lisboa (44,2%), Leiria (31,3%) e Santarém (21,5%), “evidenciando a forte ligação territorial do CRASM à região”, de acordo com Inês Sequeira. As causas de entrada mais frequentes foram a queda do ninho ou órfão (29,1%) e traumatismo de origem desconhecida (25,4%), casos de cativeiro ilegal (1,5%) e tiro (0,9%). Dos 674 registos, 274 animais foram libertados (40,4%), 20 transferidos para outros Centros de Recuperação (2,9%) e 2 encaminhados para Parques Biológicos (0,29%).

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