No mesmo dia em que foi inaugurado o monumento ao 16 de março, em 2018, o presidente da Câmara das Caldas de então, Tinta Ferreira, afirmava que o anunciado centro de interpretação do Golpe das Caldas, seria apresentado numa das próximas comemorações do 16 de Março.
Questionado na época sobre o Centro de Interpretação 16 de Março, o edil caldense de então dizia que este será desenvolvido nos próximos anos. “Não será um edifício, mas algo que ajudará a interpretar o 16 de Março, numa relação entre o monumento e o quartel”, disse Tinta Ferreira garantindo que seria numa das próximas comemorações da Intentona.
Mas a verdade é que nunca foi desenvolvido, ou seja, a vontade política não tem sido suficiente para desenvolver esta ideia proposta em 2014 pelos deputados do PS. Entre outros, um dos objetivos era o de aprofundar o conhecimento sobre o Golpe. Apesar de referido várias vezes, nunca ganhou corpo e urge um lugar onde se possa guardar a memória destes acontecimentos que precederam a revolução de Abril.
Joana Tornada, a autora do livro “Nas Vésperas da Democracia em Portugal – O Golpe das Caldas de 16 de Março de 1974”, ouvida pela Gazeta considera que seria útil haver um lugar onde se guardasse e se estudasse o assunto. Poderia ser um espaço museológico que poderia funcionar como arquivo e que proporcionasse “uma experiência imersiva aos visitantes”, disse a investigadora que recorda que não há no país nenhum local que lembre os tempos da Guerra Colonial ou da conspiração que levou à revolução dos Cravos. “É algo único no mundo e poderia ter visibilidade nacional e internacional”, disse Joana Tornada que acha que poderia haver parcerias entre o poder público e privado para o projeto como acontece no Museu do Terramoto de Lisboa.




