
Investimento de luxo do grupo iLanga Capital ascende a 60 milhões até 2029 e vai transformar por completo antigo parque de campismo municipal
Fruto de um investimento inicial de 50 milhões de euros e concluídos que estão todos os trâmites administrativos, as obras do eco-resort OHAI Peniche arrancaram formalmente no passado dia 4 no antigo parque de campismo municipal, localizado à entrada sul da cidade. Durante uma cerimónia promovida pelo investidor espanhol iLanga Capital e apadrinhada pelo Governo, através do secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços Pedro Machado – vindo diretamente da Feira Mundial de Turismo de Berlim -, pelo presidente da Câmara Municipal Filipe Sales e presidente do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Oeste Hermínio Rodrigues, foi apresentado o empreendimento que assenta, segundo o promotor, num modelo de alojamento sustentável e integrado na natureza. Trata-se do segundo complexo do grupo, depois de ter aberto, em 2020, o resort OHAI Nazaré.
Previsto para abrir as portas no primeiro trimestre de 2027, o empreendimento de cinco estrelas OHAI Peniche terá cerca de 220 unidades de alojamento, um hotel horizontal com uma oferta diversificada que varia entre ‘bungalows’ familiares com um quarto e ‘villas’ exclusivas de alta gama equipadas com piscina privada. O resort incluirá ainda um ‘Club House’, áreas de ‘coworking’ para nómadas digitais, um ‘Kids Club’ e uma ‘Surf House’. A empresa compromete-se com a contratação e formação de profissionais da região, criando uma centena de empregos, e na economia circular, privilegiando o consumo de bens produzidos no Oeste. Para 2029 está previsto um reforço do investimento de 10 milhões para a construção de mais 60 unidades. O grupo conta presentemente com seis ativos em Espanha e Portugal e prevê atingir 1200 unidades de alojamento até 2027.
De acordo com o empresário Pelayo Cortina Koplowitz, fundador da iLanga Capital que detém a marca OHAI Resorts, o complexo pretende oferecer o conforto de um hotel de luxo num ambiente de total liberdade ao ar livre, rompendo com a conceção do equipamento municipal existente até 2022. Por decisão do anterior executivo camarário, foi decidida a sua concessão – após concurso público – ao grupo espanhol por um período de 25 anos, com pagamento anual de uma renda de 750 mil euros. Recorde-se que esta decisão da autarquia penichense foi tomada devido aos problemas estruturais do parque que a obrigariam a fazer obras, calculadas em cerca de 4,5 milhões de euros. Aliás, a ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica chegou a encerrar temporariamente o parque por falta de condições.
Com localização estratégica junto à Avenida Monsenhor Bastos, que deverá receber futuramente obras de beneficiação, e a menos de dois quilómetros da Praia dos Supertubos, onde se realiza a etapa portuguesa do Campeonato do Mundo de Surf, o futuro eco-resort pretende beneficiar diretamente da dinâmica dos desportos associados à onda de Peniche e, ainda, ao porto da cidade. Daí que, para o presidente do executivo camarário Filipe Sales, é um investimento estruturante não só para o concelho como para toda a região e que “responde a uma necessidade há muito identificada para o território e para a valorização da entrada urbana da cidade”.
A sessão terminou com a deposição numa ‘cápsula do tempo’, pelos intervenientes na sessão, de artigos biodegradáveis que serão utilizados na construção do resort, uma caixa de madeira para ser aberta a 4 de março de 2051 e que é um sinal do compromisso da empresa para com a comunidade. “A nossa promessa é que, daqui a 25 anos, regressemos para a abrir com nada lá dentro, porque os materiais são para ‘devolver’ à terra”, concluiu Pelayo Cortina Koplowitz.







