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Festival quer elevar “chocolate ao centro da conversa cultural”

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22ª edição do Festival Internacional do Chocolate foi apresentada na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa

Cerca de 85 toneladas de chocolate serão expostas, trabalhadas e, parte delas, consumidas. Com a Arte como temática, evento decorre em Óbidos de 6 a 22 de março, entre sexta-feira e domingo

A biblioteca da Sociedade Nacional de Belas Artes foi o cenário escolhido para a apresentação do Festival Internacional de Chocolate de Óbidos. A temática de 2026 faz a ligação entre esta instituição e o chocolate que, segundo o seu curador, Francisco Siopa, “é também arte”, uma vez que criar com chocolate “exige técnica, conhecimento profundo da matéria-prima, os mesmos pilares que reconhecemos nas artes plásticas, na música e na arquitetura”.

Embora continue a ser um evento para famílias, o Festival de Chocolate é hoje também um evento de referência internacional que atrai chefs, chocolatiers, artistas, formadores, estudantes, centros de formação, marcas e um público cada vez mais atento e exigente.

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“Não queremos ser de todo apenas um evento simpático de fim de semana”, mas um “espaço de pensamento, de confronto criativo, de formação e um sítio onde se discute chocolate como cultura e como linguagem”, assumiu Francisco Siopa. O curador do evento, que este ano tem um orçamento de 450 mil euros, destacou a presença de chefs de renome, muitos deles de restaurantes com estrelas Michelin, e a participação de institutos de formação, como a Chocolate Academy de Bruxelas e a Callebaut Chocolate Academy, de Barcelona.

O festival, que quer ser “uma lufada de ar fresco no panorama dos eventos gastronómicos em Portugal”, pretende formar públicos, inspirar novos profissionais, e elevar o chocolate ao centro da conversa cultural. “O nosso objetivo não é impressionar pelo tamanho do evento, é marcar pela qualidade, pela coerência, pelo impacto cultural que demonstramos”, realçou Francisco Siopa, que quer que o público saia do evento com referências, respeito pelo produto e a vontade de aprender mais.

O administrador da Óbidos Criativa, Pedro Rodrigues, realçou a essência do certame, que passa pela agregação de diversas partes interessadas, desde artistas a parceiros institucionais e comerciais, num mesmo local e permitindo diversas oportunidades.
Exposta no local, durante a apresentação, esteve uma das oito esculturas em chocolate que irão integrar a edição, o dragão alado, uma réplica da peça que se encontra no Louvre de Abu Dhabi, criada por Wilson Silva e Bruna Gonçalves. Novidade para este ano será a existência de um museu, que irá reunir 12 esculturas também em chocolate, entre elas as joias da coroa ou uma réplica em chocolate da Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci.

Na cerca do castelo será instalada uma cozinha profissional por onde passarão cerca de uma centena de chefs a demonstrar as suas criações e haverá um palco para os vários concursos e demonstrações com chocolate. Em Óbidos estará uma delegação da Costa do Marfim, que irá apresentar toda a sua herança cultural através das danças, gastronomia, atividades pedagógicas e conferências. Joaquim Arnault irá dinamizar uma Enoteca e haverá também um espaço dedicado ao fado – a Casa da Mariquinhas, e atividades direcionadas para as famílias.

Também o vice-presidente e vereador da Cultura, Ricardo Duque, realçou a afirmação deste festival enquanto “projeto cultural, criativo e económico que transforma o chocolate em matéria artística, em experiência sensorial e em narrativa coletiva”. Lembrou que Óbidos tem uma relação “antiga e profunda” com a criação artística, dando como exemplos José Joaquim dos Santos (música), Josefa d’ Óbidos (pintura), Abílio de Mattos e Silva (pintura e cenografia) e José Aurélio (escultura), mas também na atualidade com a realização de eventos como este festival, o FOLIO ou a Ópera.

De acordo com o autarca, em Óbidos os eventos não são apenas programação, “são estratégia, são política pública. São uma forma inteligente de criar novas tradições, de gerar economia e de projetar o território”, concretizou.

Durante a apresentação, a artista Maria Manuel fez uma pintura com pasta de chocolate sobre papel, que foi oferecida à Sociedade Portuguesa de Belas Artes.

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