Quarta-feira, 14 _ Janeiro _ 2026, 14:25
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A minha mãe

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Como é difícil pensar
Tentar ver, talvez chorar
Os tempos de vitalidade.
Tempos jovens em idade,
Energia, viver, sonhar. pensar..
Como é difícil tentar relembrar…
E como  o tempo, corria
Enquanto eu dormia.
A vida fugia, e eu não sabia…
Meu pai morreu,
De repente se foi,
Minha mãe entristeceu,
Da vida não mais quis saber
A vida seguia. A mente vazia,
Deixando um buraco
vida sem vida em tão grande vácuo
Uma ferida, que nunca sarou.
O tempo parou, A vida mudou.
E o olhar distante ficou.
Distante ficou o olhar
O declínio começou.
Mãe achada, mãe perdida
Sombras, passadas da vida
Mãe, que só vê o além.
Mãe, de sorriso lindo,
Mãe, no passado, no findo
Mãe, filha da filha, não é de ninguém.
Perdida no tempo, perdida da vida
Na cadeira de rodas,
Na andadeira ancorada.
Tanta coragem, para viver
Que grande soldado, neste seu sofrer.
Mas sempre sorrindo,
A vida fugindo.
Memória evaporada,
Da vida roubada
Do tempo, da hora, do espaço,
Não, não é a vida palhaço,
Mas sim a quebra, desintegração
Da razão de viver, o ser e não ser
O saber e não saber,
De viver a razão.
E levemente, continua batendo o coração.

Maria Victor

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Edição #5625

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