Início Cultura Coral das Caldas termina o ano com convidados no Pópulo e CCC

Coral das Caldas termina o ano com convidados no Pópulo e CCC

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No CCC, com o grupo Espiral houve partilha de repertórios

O Coral das Caldas da Rainha encerrou a época coral com dois concertos em registos muito diferentes.
Na tarde de 19 de julho, o grupo atuou na Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, juntamente com o Coro do Tribunal da Relação de Lisboa que é um grupo vocal misto, formado em 1993.
O local foi o mais adequado pois o programa em que ambos os coros apresentarão obras de devoção e louvor mariano, bem como espirituais, abrangendo um período que foi desde a Idade Média até ao século XXI.
Nesta atuação os dois grupos apresentaram só e apenas temas religiosos”, contou o maestro que também é músico.
No serão do dia 22 de julho, realizou-se o segundo encontro do grupo no CCC, numa atuação conjunta do Coral das Caldas com o grupo Espiral (violino, flautas, harpa céltica e vozes). Os dois grupos ofereceram ao público uma viagem pela música tradicional portuguesa e também por temas populares dos países celtas: Irlanda, Escócia, Galiza, País de Gales e Bretanha.
Foram interpretados 18 temas,, três de cada grupo, cantado pelos respetivos grupos.
Os restantes 12 temas, seis de cada “foram interpretados pelos dois grupos”, contou o maestro Joaquim António Silva , mais conhecido como Quitó, sobre estas parcerias com outros agrupamentos que são sempre desafios para quem canta.
“Sinto que agora com os ensaios que poderíamos ir um pouco mais além”, contou Quitó acrescentando que quem sabe, se não poderá haver mais colaborações futuras entre estes dois agrupamentos pois “há ainda margem para crescer!”. O grupo, que integra Anne Clément (flautas de bisel, tin whistle, voz), Emiliana Silva (violino) e Sara Vidal (harpa celta, guitarra acústica, pandeireta galega e voz) – habitualmente guia o público pelo imaginário celta e convida as plateias a uma viagem sonora pelas músicas tradicionais da Irlanda, Escócia, Galiza, País de Gales e Bretanha, a par de composições próprias. Seja em ambiente mais intimista e romântico ou com a animação de um baile folk de danças europeias.
Segundo as três intérpretes da Espiral este convite do Coral foi um bom desafio pois após alguns ensaios “foi relativamente encaixar as vozes do Coral nas nossas canções e os nossos instrumentos no repertório do grupo caldense”, contaram as constituintes da Espiral, grupo que está a dar conhecer o seu último álbum “Elas voam, elas dançam”. Neste adaptaram as sonoridades da música celta com as danças folk.
De qualquer modo, este trio já está a trabalhar num próximo projeto, um EP para o próximo Natal, fazendo um périplo por cada um dos países celtas, recolhendo e interpretando temas natalícios.
“Não nos faltam ideias e desafios para o nosso grupo”, disseram as intérpretes, que são todas profissionais da área da música e que integram os mais diversificados projetos desde o folk, passando pela música erudita, sem esquecer grupos que se dedicam às canções de cariz tradicional.
O Espiral, que também já atuou para um evento de danças no Museu de José Malhoa, considera que o Parque D. Carlos pode ser um local ideal para realizar um futuro festival de música folk, tradicional ou étnica.
Este grupo – que se diz que é oriundo da Costa Atlântica – tem recebido alguns convites internacionais, sobretudo de festivais de Espanha.
“Sabemos que a nossa música chega além-fronteiras e o nosso último álbum tem conquistado público da world music”, remataram as intérpretes.
nnarciso@gazetadascaldas.pt

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