
Pelicanos revelaram consistência defensiva e aumentaram margem de conforto
O Caldas conquistou em Évora uma vitória preciosa diante do Lusitano (0-1), colocando fim a um jejum de vitórias fora que durava há sete jogos, o encontro no Restelo contra o Belenenses, a 4 de outubro, que os caldenses venceram por 0-2. O triunfo foi construído com eficácia e solidez defensiva e permitiu aos pelicanos isolarem-se no segundo lugar da série, aumentando para sete pontos a margem para a linha de água.
A partida começou com maior iniciativa da equipa alentejana, que assumiu o controlo territorial desde cedo. O Lusitano instalou-se com frequência no meio-campo defensivo do Caldas e tentou chegar ao golo sobretudo através de bolas paradas. Logo aos cinco minutos, Franco Almara obrigou Wilson Soares a uma defesa complicada na sequência de um livre direto.
Apesar de ter mais bola e maior presença ofensiva, a equipa da casa raramente conseguiu ultrapassar a organização defensiva dos pelicanos, que se mostraram sempre concentrados e solidários na proteção da sua baliza, mesmo depois da saída por lesão de Clemente a meio da primeira parte. O Caldas procurava explorar as transições, mas teve dificuldades em criar perigo durante largos períodos do primeiro tempo.
O momento decisivo acabou por surgir perto do intervalo. Aos 41 minutos, Filipe Oliveira escapou pela esquerda e cruzou junto à linha de fundo. No corte, Mauro Andrade tocou a bola com a mão e o árbitro apontou para a marca de grande penalidade. Chamado a converter, João Tarzan mostrou frieza e colocou os pelicanos em vantagem, voltando aos golos após 18 partidas em branco.
A segunda parte trouxe um Lusitano mais pressionante, mas também um Caldas mais confortável no jogo. A equipa orientada por João Aguiar conseguiu gerir melhor os ritmos e continuou a revelar grande consistência defensiva, dificultando a criação de ocasiões claras por parte dos alentejanos.
Ainda assim, a reta final trouxe momentos de maior aperto. Aos 75 minutos, Wilson Soares respondeu com segurança a um remate de Lucão, após livre de Fran Pereira. Já perto do final, Lucão voltou a ameaçar, desta vez por cima, antes de Botché Candé acertar na barra em tempo de compensação. No último lance, Eurichano Carvalho obrigou o guarda-redes do Caldas a nova intervenção decisiva. Mesmo reduzidos a 10 jogadores nos descontos, após a expulsão de Duarte Maneta, os pelicanos resistiram até ao apito final e seguraram três pontos importantes, num jogo em que soube sofrer.
“Luta vai ser até ao fim”
O treinador do Caldas, João Aguiar, mostrou-se satisfeito com o triunfo em Évora, sublinhando que a equipa cumpriu o principal objetivo da deslocação. Em declarações à Diana FM, o técnico destacou a importância do resultado num jogo exigente. “Temos de estar satisfeitos com o resultado. Era esse o nosso objetivo quando viemos para Évora e quando preparámos esta semana”, afirmou. O treinador salientou o espírito de equipa e o apoio vindo das bancadas. “Por vezes os resultados conquistam-se desta forma, através da entreajuda dos jogadores e do apoio do público que veio das Caldas. Nos minutos finais deram muita força para segurar o resultado.” João Aguiar reforçou também que a luta nesta fase da Liga 3 continuará equilibrada até ao fim, lembrando que “qualquer equipa pode ganhar em qualquer campo”.







