
Terceira edição do CPC Padel Cup teve quase 800 participantes em quatro estruturas
O Clube Padel das Caldas organizou no passado fim de semana a terceira edição do CPC Padel Cup, este ano elevada à categoria 10.000 euros, num salto organizativo e competitivo que colocou o torneio entre os mais relevantes do calendário nacional. Nas competições principais, as duplas Peu Araújo/ Pedro Graça e Mafalda Fernandes/ Alexandra Silva foram as vencedoras, em duas finais de grande intensidade competitiva.
A prova reuniu 880 inscritos, dos quais cerca de 770 atletas acabaram por integrar os quadros competitivos, um número que, segundo Martim Norte, responsável do clube, traduz bem a dimensão alcançada. “É um número excecional para um torneio desta magnitude”, sublinhou, destacando ainda a presença de vários jogadores do top 10 e top 20 nacional, o que garantiu a presença “dos melhores portugueses” nas Caldas da Rainha.
O crescimento da competição obrigou, no entanto, a uma operação logística alargada a vários concelhos. Para além dos seis campos do Clube Padel das Caldas, o torneio contou com o apoio do Clube de Ténis das Caldas da Rainha, do Padel Rio Indoor, em Rio Maior, e do Inline Padel Center, na Lourinhã, num total de 15 campos em funcionamento. Uma logística exigente, mas funcionou graças ao trabalho “excecional” dos parceiros envolvidos, salientou.
Dentro de campo, a participação de atletas da casa foi significativa, com várias dezenas de jogadores do Clube Padel das Caldas em competição. Entre os destaques, Tiago Constantino e Gonçalo Santos atingiram as meias-finais no escalão M6, enquanto Bernardo Bastos, treinador do clube, chegou aos quartos de final em M1. Também no nível M2 houve presença caldense nos quartos de final, com José Grilo, Miguel Agapito e André Poeira a ficarem perto das fases decisivas.
A subida de categoria, de 5.000 para 10.000 euros em prémios monetários, implicou um esforço adicional, tanto financeiro como estrutural. Uma das exigências regulamentares levou mesmo a uma intervenção nas instalações, para garantir no campo central que os atletas pudessem jogar fora da estrutura metálica. “Foi um investimento necessário para cumprir os requisitos e elevar o torneio a este patamar”, explicou o responsável.
O evento contou com o apoio de vários parceiros, maioritariamente locais, num sinal de confiança no crescimento do projeto. “Não é fácil garantir apoios para uma prova desta dimensão, mas felizmente tivemos um conjunto de entidades que tornaram possível este salto”, destacou.
Fora das quatro linhas, o torneio traduziu-se também numa forte adesão do público. Ao longo do fim de semana, centenas de pessoas passaram pelo clube, com especial incidência nos períodos de maior afluência, ao final da tarde. “Tivemos o clube completamente cheio, com muita gente a assistir ao melhor padel do país”, referiu Martim Norte, sublinhando o orgulho pela resposta do público.










