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Exposição revisita primeiros 40 anos do Caldas SC

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Rodrigo Amaro e Mário Lino na abertura da exposição

Mostra no Museu do Ciclismo recupera memórias, figuras e conquistas que marcaram o início do clube

O Museu do Ciclismo inaugurou no passado sábado uma exposição dedicada aos primeiros 40 anos do Caldas Sport Club, numa iniciativa que revisita as origens e a afirmação do futebol na cidade, reunindo fotografias, recortes de imprensa e testemunhos de várias épocas.

A mostra resulta de um trabalho de recolha que permite percorrer, painel a painel, diferentes gerações de futebolistas, desde os primórdios da prática da modalidade no concelho até à década de 1950.

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Para Mário Lino, diretor do Museu do Ciclismo, a exposição pretende resgatar memórias “que ainda hoje se conservam no baú das saudades”, evidenciando as diferenças entre o futebol de outrora e o atual. O responsável destacou o carácter amador dos primeiros tempos, marcados por jogadores que conciliavam o desporto com profissões exigentes e que competiam “com amor ao clube”, muitas vezes em condições difíceis.

A iniciativa assume-se também como uma homenagem a todos os que passaram pelo emblema caldense ao longo da sua história, desde atletas a dirigentes, sublinhando valores como a dedicação, a humildade e o sentido de pertença que marcaram várias gerações.

Já o presidente do Caldas, Rodrigo Amaro, considerou que a exposição representa “uma bonita homenagem” ao percurso do clube, lembrando que os primeiros anos foram determinantes para a sua afirmação. O dirigente destacou a rápida evolução registada nas décadas iniciais, culminando com a subida à primeira divisão nos anos 50, um dos momentos mais marcantes da história do Caldas.

“Foi uma época de ouro”, referiu, recordando que a equipa conseguiu manter-se entre a elite durante várias temporadas, alcançando resultados relevantes frente a adversários de maior dimensão. Esse período coincidiu também com uma forte mobilização da cidade, com o Campo da Mata frequentemente cheio, refletindo o impacto do clube na comunidade local.

Rodrigo Amaro sublinhou ainda a importância de preservar a memória coletiva, defendendo que o conhecimento da história é essencial para projetar o futuro. “Nenhuma instituição tem futuro se não olhar para trás”, afirmou, apontando o legado dos fundadores e das gerações seguintes como referência para os desafios atuais e apelando aos sócios e aos adeptos do clube e do futebol a visitar a exposição, que deverá ficar patente até maio, quando o clube completa 110 anos.

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