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Rampa da Foz do Arelho junta adrenalina e paixão pelo automobilismo

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As zonas de concentração de público já estavam compostas de manhã e assim continuaram durante o resto do dia

Entre objetivos competitivos e o puro prazer de conduzir, pilotos destacam exigência do traçado e o ambiente único da prova

No passado domingo, os bólide do 14º Series by NDML – Regularidade Sport Plus voltaram a acelerar pelas ruas da Foz do Arelho para mais uma edição da já tradicional Rampa. O evento levou milhares de entusiastas à Foz do Arelho, que além do roncar dos motores e das manobras dos pilotos puderam desfrutar de um belo dia de sol.

O caldense Luís Silva, do Kaldinhas Racing Team, regressou à prova após um ano de ausência da competição com vista à introdução de melhorias no seu Volkswagen Golf Mk IV da classe Desportivos. “Esta prova vai ser a primeira depois destas alterações. Ainda nos estamos aqui a adaptar um bocadinho ao carro”, explicou o piloto, destacando o simbolismo de competir “na nossa prova aqui da terra”.

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Apesar da curta extensão do percurso, Luís Silva sublinha o carácter especial da rampa, tanto pela envolvente como pela crescente notoriedade. “Já começa a ser uma prova mítica. A malta gosta de vir”, afirmou, referindo ainda a paisagem sobre a praia como um dos atrativos. Em pista, contudo, os desafios são outros: “Temos alguns lancis e, principalmente quando a estrada está molhada, temos de ter um bocadinho mais de cuidado. É uma prova que exige bastante atenção”.

Habitual participante no campeonato do NDML, o piloto aponta à melhoria de resultados como principal meta. “O nosso objetivo é sempre conseguir ganhar a nossa categoria e, no final do campeonato, sermos campeões”, assumiu.

Também presente esteve Armando Silva, de Alcobaça, que cumpriu a sua segunda participação na prova, depois da estreia em 2024. O regresso explica-se pela emoção que o traçado proporciona. “É o público, é a adrenalina que as curvas dão até terminar. É o gostar mesmo da competição automóvel”, afirmou.

Ao volante de um Fiat 126 Proto, inserido na classe dos protótipos, o piloto destaca a exigência do veículo – que pelo seu reduzido tamanho é um dos que mais entusiasma o público – e da própria pista. “É um carro que exige muita concentração, porque a mais pequenina coisa ele vai embora e nada se consegue corrigir após o despiste. A velocidade é muita e temos de estar no máximo de concentração”, destaca.

Sem ambições competitivas, Armando Silva assume uma postura mais descontraída. “Corro para me divertir. O objetivo é terminar com o carrinho direito”, referiu, acrescentando que a regularidade não é a sua prioridade.

Também de Alcobaça veio Sérgio Júlio, do RAC Rally Aventura Clube, em estreia com um furgão Citroën C15 E. O grupo, que organiza a Rampa da Cela, decidiu este ano marcar presença na Foz, sobretudo pelo convívio. “O objetivo é participar e divertir. É só isso”, resumiu o piloto, que descreve o percurso como “curto e fechado”, exigindo cuidados redobrados devido aos lancis e à reduzida margem de correção. Ainda assim, garante que a diversão está assegurada: “Nós divertimo-nos dentro do carro!”

Quanto aos resultados, na categoria dos Clássicos, a dupla Telmo Garcia e Maria Pereira, ao volante de um Peugeot 309, sagrou-se vencedora, acumulando 80,60 pontos nas três passagens, registando a melhor passagem da categoria com 1m27s na segunda e terceira tentativas. No pódio desta categoria ficaram ainda Carlos Valentim e Luís Ribeiro, com o seu Ford Escort MK2, com 82,40 pontos, seguidos por Rúben Fialho e Daniel Sousa, que garantiram o terceiro lugar com 84,70 pontos, ao comando de um BMW E30.

Nos Desportivos, o mais forte foi o Porsche 911 GT3 de Pedro Duarte e Paula Balacó, que alcançaram 76,50 pontos com três passagens em 1m25s. O segundo lugar foi para Jorge Araújo e Rafaela Araújo, com o seu Peugeot 106, com 78,70 pontos, enquanto Igor Alexandre e Inês Nunes, num Toyota MR2, fecharam o pódio na terceira posição, com 79,00 pontos.

Na categoria mais rápida da prova, os Protótipos, Pedro Gomes destacou-se ao alcançar o primeiro lugar com 73,40 pontos, pilotando um Proto RPM Power. O piloto registou a melhor passagem da prova e da categoria, com um tempo de 1m19s na segunda e terceira tentativas. Sérgio Mateus, com o seu Semog Troféu, ficou em segundo lugar, com 74,50 pontos, e Tiago Felix, num Semog Revolution SR, garantiu o terceiro lugar, com os mesmos pontos.

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