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Câmara prevê verba em Orçamento para estudo da cobertura da Praça

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Há anos que se discute a cobertura da Praça da Fruta, um dos poucos mercados a céu aberto no país

Estão previstos 30 mil euros para a realização de um estudo para avaliar qual a tipologia de cobertura a instalar

A integração do saldo de gerência de 2025, no valor de 11.497,5 mil euros, no orçamento deste ano, prevê uma verba de 30 mil euros para a realização de um estudo sobre a cobertura para a Praça da Fruta. De acordo com o presidente da Câmara, Vítor Marques trata-se apenas de um estudo, e não um projeto, acrescentando que também a Universidade Nova está a fazer um trabalho sobre o mesmo local. O autarca respondia ao presidente da Assembleia Municipal, Fernando Costa, que pediu esclarecimentos sobre o assunto, por considerar o valor reduzido para um projeto a realizar por um arquiteto de renome.

A integração do saldo de gerência de 2025 no orçamento deste ano foi votada por unanimidade. De acordo com o presidente da Câmara parte do montante destina-se a colmatar os prejuízos causados pelo mau tempo, a que se junta um empréstimo que a Câmara conta fazer. “Vamos ver o valor que é necessário para fazê-lo, tendo a consciência também de que haverá medidas do Governo para apoio”, explicou o autarca.

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Fernando Costa pediu ainda esclarecimentos sobre a falta de verbas para o novo balneário termal. Por outro lado, considera excessiva a verba de 485 mil euros prevista para a realização da Feira dos Frutos (e sugerindo que esta decorresse durante dois fins de semana) e de 180 mil euros para o Oeste Lusitano, recordando que os primeiros certames, em 2011 e 2012, custaram 12 mil e 18 mil euros, respetivamente. “Só estão previstos 100 mil euros para obras novas gerais de reparação de caminhos”, referiu Fernando Costa, que se viria a abster neste ponto.

Para Miguel Mattos Chaves (Chega) num ano de intempéries a prioridade deve ser dada à reparação das estradas, comunicações e infraestruturas do concelho, pedindo ao executivo “alguma contenção na reformulação da atribuição das verbas porque o dinheiro não vai chegar para tudo”.

Em resposta a Fernando Costa, o presidente da Câmara explicou que, em relação à construção do novo balneário local, a autarquia tem negociados 4 milhões a fundo perdido, na ITI da OesteCIM, mas só o poderá usar depois de ter a candidatura, o que ainda não existe.

Vítor Marques justificou a verba prevista com a Frutos com a relevância do evento que, a par de outros, são considerados “âncora para o nosso comércio e turismo”, e justificou que esta decorrer em dois fins de semana traz “muitos embaraços à utilização do parque”. No que respeita às transferências para as freguesias, precisou que estão previstos 462 mil euros para estas poderem usar na manutenção dos seus caminhos.

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