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Festa da Árvore procura sensibilizar crianças

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Cerca de uma centena de alunos do 2º ciclo do ensino básico participaram na iniciativa que decorreu no Parque Urbano das Águas Santas

Iniciativa pretende promover a literacia da natureza, da empatia pelos espaços verdes urbanos e da sensibilização ambiental para o valor essencial das árvores e das florestas

Cerca de uma centena de alunos do 2º ciclo do ensino básico participaram na segunda edição da Festa da Árvore, que se realizou no passado dia 20 de março no Parque Urbano das Águas Santas. O propósito da iniciativa era simples e, de acordo com a organização, foi bem-sucedido: ensinar os alunos do 2º ciclo do ensino básico a cuidar das árvores e sensibilizá-los, de forma prática, para o papel que podem e devem desempenhar na preservação dos espaços verdes urbanos, em alinhamento com as metas curriculares estabelecidas para este nível de ensino na disciplina de Ciências da Natureza. As condições climatéricas demoveram alguns professores de participar, mas, ainda assim, as turmas que se deslocaram ao Parque Urbano das Águas Santas “demonstraram grande motivação e interesse no decorrer das atividades”, que foram dinamizadas pelos técnicos municipais e pelos representantes de entidades locais como a Ágora Associação Ambiental, Associação PATO, Biogleba, Geoparque Oeste, GEOTA e Hortas Urbanas.

No local esteve também patente a exposição de ilustrações “Árvores de Portugal”, da autoria de César Évora, e decorreu um showcooking promovido pela EHTO. O pastor Luís Pereira levou o seu rebanho, mostrando aos participantes como as ovelhas podem ser grandes aliados na manutenção dos espaços verdes e na regeneração de solos.

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Apesar de continuar a ter como prioridade a comunidade escolar, a Festa da Árvore estendeu-se este ano a outros públicos-alvo com a curadoria da exposição “Para que servem as árvores?”, desenvolvida em parceria com União das Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, e patente no Céu de Vidro do Parque D. Carlos I de 14 a 29 de março, no âmbito da iniciativa “Parque com Vida”.

Mantendo a premissa de que o hábito de plantar árvores no dia 21 de março deve ser revertido, por não ser a época ideal para plantações no nosso país, o município caldense opta pela dinamização de iniciativas de sensibilização ambiental. Este ano, tendo em conta as intempéries recentes e a perda de árvores sofrida em todo o concelho, a tónica da festa foi o apelo ao cuidado e à prestação de apoio à manutenção das árvores que resistiram. Além disso, e “dado que as árvores passaram a ser vistas como uma ameaça à segurança de pessoas e bens, considerámos importante relembrar as vantagens da presença de árvores nas zonas urbanas e todos os relevantes serviços de ecossistema que prestam”, explica Carla Santos, do Gabinete de Ambiente, Espaços Verdes e Paisagem Natural.

Perda de duas “árvores emblemáticas”
O ano passado foi apresentada a “Rota das 25 árvores emblemáticas de 2025”. Destas, duas delas foram afetadas pelas intempéries. Trata-se das duas Araucárias de grande porte existentes no Parque D. Carlos I, junto ao Museu Malhoa. A acordo com o gabinete do Ambiente e Espaços verdes, a “Araucária-de-Norfolk (Araucaria heterophylla) e a Araucária-da-Queenslândia (Araucaria bidwilli), árvores centenárias com mais de 30m de altura, sofreram danos irreversíveis devido à quebra total dos seus troncos principais, na sequência dos ventos fortes que assolaram sobretudo o lado sul do Parque”. Embora até ao momento ainda só tenha sido possível fazer uma estimativa da quantidade de árvores afetadas pelas intempéries no concelho, no Parque D. Carlos I e na Mata Rainha Dona Leonor foram destruídas cerca de duas centenas de exemplares.

O município tem desenvolvido esforços no sentido de minimizar ou eliminar o risco das árvores que ainda se mantêm de pé e de recuperar os exemplares que exibam sinais de segurança, vitalidade e recuperação, explicam os técnicos. Relativamente ao Parque D. Carlos I e à Mata Rainha D. Leonor, foram contratados consultores externos na área da Arquitetura Paisagista para desenvolver uma proposta de reabilitação destes espaços verdes que contemple, simultaneamente, “a preservação do seu importante papel no contexto termal e uma maior resiliência face a fenómenos extremos que serão cada vez mais frequentes e intensos”.

E, embora a queda de árvores tenha representado um risco elevado para pessoas e bens, a preservação e a valorização do arvoredo urbano são “absolutamente fundamentais” para lidar com os efeitos das alterações climáticas globais previstos para a região, destacam os responsáveis do Gabinete de Ambiente e Espaços Verdes, que consideram fundamental trabalhar “microbiomas locais que permitam o crescimento saudável de árvores em ambiente urbano”.

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