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Jovens do Centro de Educação Especial ajudam a limpar oceano

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Num dia diferente, 16 utentes do CEERDL ficaram a conhecer melhor as espécies da Lagoa.

“É impressionante a quantidade de lixo que se encontra na praia”, exclama, surpreso, Pedro Silva, de 48 anos. Utente do Centro de Educação Especial Rainha Dona Leonor, participou numa ação que assinala o Dia Internacional de Limpeza Costeira e que levou 16 utentes daquela instituição (oito num dia e oito noutro) a irem à praia para, por um lado, ficarem a conhecer melhor as espécies que existem na Lagoa de Óbidos e, por outro, para participar numa recolha de lixos no areal.
“Já no último ano participei numa limpeza nas margens da Lagoa e também recolhemos muito lixo”, lamenta. Pedro Silva é um dos alunos de uma turma do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão da instituição que tem que trabalhado o tema das reservas e parques naturais do país nos últimos quatro anos.
A técnica de educação especial Orlanda Ferreira conta à Gazeta que no âmbito deste projeto, que envolve 14 jovens com mais de 18 anos, já viajaram do Gerês até ao Algarve. “Todos os anos trabalhamos estes temas em sala de aula e depois fazemos uma colónia para explorar o local que estudamos”, conta. “O projeto anterior era dedicado a conhecer as regiões do país”, acrescenta.
Mas regressemos à Lagoa de Óbidos e à ação que decorre no areal. “É muito importante, porque falamos destas coisas, mas muitos deles nunca participaram numa limpeza e nunca se aperceberam bem da quantidade de plásticos, pelo que incomoda-os muito encontrar tantas beatas e lixo”, explica, elogiando a iniciativa. “É uma ação muito engraçada, a que aderem lindamente”, resume. A isso acresce que, posteriormente, irão trabalhar em sala de aula sobre esta experiência.
A bióloga Carla Pacheco, do GEOTA, dinamiza a ação. Antes da limpeza, dá a conhecer os animais que passam pela Lagoa de Óbidos. Uns são mais familiares, como o berbigão, o mexilhão, a navalheira ou os chocos, mas outros causam mais espanto, como a raia. A relação com o CEERDL não é nova. Nas funções que tem no Paul de Tornada tem desenvolvido ações com os utentes da instituição.
Esta iniciativa da Fundação Oceano Azul envolveu a nível nacional milhares de voluntários em mais de 100 ações de limpeza terrestres e subaquáticas. Desde o arranque da iniciativa, em 2019, já foram recolhidas, em Portugal, 192 toneladas de lixo marinho em cerca de 1.250 ações de limpeza com 24 mil voluntários.

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