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Sino volta a tocar

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As comemorações dos 50 anos da manifestação da população de Ferrel contra a construção da central nuclear arrancam com o voltar a tocar do sino, a rebate, como ocorreu há meio século para alertar a população. Tal ocorrerá pelas 8h00.

As cerimónias contarão ainda com um momento de discursos, pela Junta de Freguesia de Ferrel, Câmara Municipal de Peniche e convidados.

João Grilo, presidente da Junta de Freguesia de Ferrel, revelou que esta autarquia de base tem estado a tratar de arranjar os caminhos para a zona do moinho velho, onde ocorriam os trabalhos há 50 anos e onde está, desde o último ano, um monumento produzido com as manilhas que eram destinadas à construção da central. Para esta semana estavam previstos trabalhos com uma máquina niveladora nesses caminhos.

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Durante a tarde, a partir das 15h00, no Largo da Igreja, haverá música ao vivo, comes e bebes, testemunhos e conversas, uma exposição e a projeção de um filme, o documentário “O sino contra o nuclear”, de autoria de Raquel Hermínio.

Sara Pinto, secretária da Junta de Freguesia, que tem estado a organizar as comemorações, esclareceu que a exposição está a ser preparada pela Associação Patrimonium e que durante a tarde atuarão os grupos musicais Os Bombos da Cerci, Pé d’Areia e Cauda de Tesoura (a cantar Fausto, Zeca Afonso, Sérgio Godinho, entre outros). “Queremos dar visibilidade ao que aconteceu há 50 anos”, afirmou, notando que tal se torna ainda mais importante na atualidade. O objetivo é fazer uma “comemoração que seja informativa e educativa” e sensibilizar as pessoas, em particular os mais novos, para o impacto dos movimentos populares.

O presidente da Junta de Freguesia, João Grilo, tinha 14 anos quando ocorreu a manifestação e lembra-se bem dela, assim como da que ocorreu em agosto desse ano, com ativistas estrangeiros a acampar no pinhal. “Era a curiosidade dos 14 anos”, lembra.

Crianças recriam manifestação
As comemorações dos 50 anos da manifestação popular contra a central nuclear de Ferrel arrancam esta sexta-feira, dia 13 de março, com os alunos da Escola Básica de Ferrel que vão sair às ruas durante a manhã, para fazer uma recriação histórica da manifestação de 1976. “Ferrel não esquece!”, apontam, notando que “50 anos depois, a história volta às ruas”. A organização deixou o convite para assistir, recordar e celebrar a força do povo.
No sábado, dia 14, será lançado na galeria Rabeca o livro “Amanecer sin Almaraz”, de António Eloy e José Maria Gonzalléz (19h00). ■

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