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Torres Vedras cancela acordo com Politécnico de Leiria para Escola Superior de Saúde

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O presidente do IPLeiria assegura que a instituição supera os requisitos legais para se constituir como Universidade

O município de Torres Vedras cancelou o acordo que mantinha desde 2020 com o Instituto Politécnico de Leiria (IPL) para a criação de um polo da Escola Superior de Saúde, disse hoje o presidente da câmara.

“O IPL precisava de definir agora os cursos para 2027/2028 e a câmara tinha de indicar até ao final deste mês se mantinha ou não o acordo, e informou que não queria por não ter o curso de enfermagem”, afirmou Sérgio Galvão na reunião pública do executivo municipal.

“Nunca a enfermagem esteve em cima da mesa”, esclareceu à agência Lusa o diretor do IPL, Carlos Rabadão, que já o tinha transmitido à anterior presidente de câmara, Laura Rodrigues.

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A política do instituto, explicou, “não é replicar cursos” existentes noutras escolas do IPL “e não seria viável, pela dificuldade em encontrar docentes”.

O atual executivo de Torres Vedras (que nas eleições autárquicas de 12 de outubro passou do PS para o PSD/CDS-PP/VP) decidiu mudar a localização do novo polo do edifício dos antigos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS), que está em obras, para o futuro Campus da Saúde, um projeto previsto para as antigas instalações hospitalares do Barro.

“Havendo a possibilidade de a Universidade de Lisboa [parceira do município no projeto do Campus da Saúde] ter curso de enfermagem, faz todo o sentido concentrar tudo no Campus da Saúde”, explicou o autarca.

Apesar de cancelar o acordo com o IPL para a Escola Superior de Saúde, o município, no distrito de Lisboa, quer manter a parceria para os cursos que o instituto oferece na cidade desde há vários anos.

Carlos Rabadão lembrou que o protocolo em vigor desde 2020 obrigava o município a efetuar obras para adaptar o edifício dos antigos SMAS para a Escola Superior da Saúde e o IPL a encontrar oferta formativa para o espaço.

A mudança de estratégia, acrescentou, “compromete a oferta formativa” do IPL na cidade de Torres Vedras.

“Temos três cursos TESP e duas licenciaturas certificadas prontos a funcionar no ano letivo de 2027/2028, retiram-nos o edifício e temos de ir à procura de outros locais”, afirmou o diretor, adiantando que está em conversações nesse sentido com o município de Caldas da Rainha, distrito de Leiria.

Ambos os responsáveis se mostraram disponíveis para se reunirem, tendo o diretor do IPL referido que está há dois meses à espera da disponibilidade do presidente da câmara.

Nas instalações dos antigos SMAS a autarquia de Torres Vedras pretende criar uma escola de antigos ofícios, para a qual está em negociações com a Escola de Serviços e Comércio do Oeste e com o Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Na reunião pública, os vereadores do PS apelaram ao diálogo entre os eleitos autárquicos e o IPL.

A oposição defendeu que, passando o IPL a designar—se Universidade de Leiria e do Oeste, a parceria pode ser alargada, que seria importante iniciar na cidade cursos de licenciatura em 2027/2028 e o projeto do Campus da Saúde vai demorar vários anos até ser concretizado.

As obras iniciadas em março de 2025 para a Escola Superior de Saúde são um investimento de 3,8 milhões de euros e com um prazo de execução de 20 meses.

Na reunião de hoje, o executivo municipal decidiu suspender, de forma temporária a obra, por terem sido detetados hidrocarbonetos no solo.

* Lusa

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