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Um espectáculo inesquecível

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Foi uma grande tarde no Campo da Mata, digna dos grandes palcos, inesquecível para os milhares de adeptos que quiseram assistir e ajudar o Caldas a realizar mais um grande feito nesta edição da Taça de Portugal. E inesquecível também para os autênticos guerreiros que levaram o clube aos quartos-de-final pela segunda vez na sua história, e 61 anos depois da última presença.

Terão sido mais de 8 mil pessoas que assistiram ao vivo a este encontro, embora alguns meios de comunicação tenham arriscado uma assistência de 10 mil pessoas. A única parte das bancadas que não estava repleta era a reservada aos adeptos da Académica, mas mesmo nessa parte estariam cerca de 2 mil pessoas, segundo divulgou o próprio clube de Coimbra na sua página de Facebook.
Durante todo o encontro houve um ambiente de jogo grande, com cânticos de apoio constantes quer dos adeptos do Caldas, quer dos da Académica, (quase) sempre com fair-play. E apesar do golo do Caldas ter sido seguido por um susto, não houve feridos a lamentar. Nos festejos, João Tarzan dirigiu-se à claque Sector 1916 e a gerou-se uma corrente que acabou por fazer ceder o gradeamento. Alguns jovens ficaram debruçados e apoiados no relvado e na estrutura, mas ninguém se terá magoado. Também nos festejos do golo da Académica um adepto teve que ser assistido no local pelos bombeiros após o rebentamento de um petardo.

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Com os adeptos do Caldas no topo Norte e os da Académica no topo Sul, esse foi também um factor para escolher a baliza onde foram marcadas as grandes penalidades. A Académica conseguiu levar o desempate para junto dos seus adeptos, mas o do Caldas, mesmo em maioria do lado oposto do campo, conseguiram fazer sentir o seu apoio e foram fundamentais para o desfecho final, o que foi salientado pelos próprios jogadores.

“ERA UM SONHO JOGAR COM A MATA CHEIA”

André Simões foi um dos jogadores em grande destaque na equipa do Caldas e foi também aquele que decidiu o desfecho final ao acertar o quinto pontapé com a malha.
O médio de 27 anos fez questão de realçar a moldura humana como um dos aspectos mais importantes do jogo, “foi fantástica. Só representei um clube, o Caldas, e o meu sonho era jogar com a Mata cheia. Foi cumprido um sonho e a vitória foi a cereja no topo do bolo”, disse no final da partida.
O esquerdino sublinhou que, tanto neste encontro, como no anterior contra o Arouca, o apoio que veio das bancadas foi fundamental até nas grandes penalidades. “Dá-nos uma força incrível”.
Simões recusa o protagonismo na vitória, mesmo após converter o penálti decisivo. “Desta vez calhou a mim, aquele penálti dava a vitória e o importante era conseguirmos passar depois de um jogo muito sofrido”, refere, realçando a forma como o conjunto alvinegro aguentou a inferioridade numérica. “Foi merecido pelo esforço que fizemos”, remata.
O médio foi também fulcral no seu papel a meio-campo, conseguindo ler e interpretar bem os momentos de subida e recuo das linhas e da ocupação dos espaços. Mas também aí prefere destacar o clectivo. “Com 10, o trabalho de todos é importante, estivemos bem nisso, procurámos não nos desorganizar e mantermo-nos coerentes com o que tínhamos que fazer até ao fim”.
Agora o médio que já soma 210 jogos pela equipa principal do Caldas que voltar a ver as bancadas cheias contra o Farense, que “também é um histórico”, e promete que a equipa vai dar tudo para discutir a histórica passagem às meias-finais.

“FOCO NO CAMPEONATO”

Luís Paulo foi outro dos heróis da partida para os alvinegros, com um conjunto de grandes defesas que valeram como se fossem golos para os adeptos.
“Ver este campo assim é incrível, nunca joguei com tanta gente e este estádio com este ambiente é uma coisa impressionante”, realçou o guardião de 28 anos.
O guardião diz que o grupo está a conseguir “um grande feito na Taça, conseguimos eliminar um histórico do futebol português, que merece mais que a segunda liga, mas fomos enormes, sobretudo a jogar tanto tempo com 10 elementos”. No entanto, alerta que a equipa não pode perder o foco do campeonato, até porque há um preço a pagar. “A situação não está fácil, temos muitos jogos ainda pela frente, mas temos que nos focar no que realmente interessa, porque o Caldas não está nos distritais há quase 50 anos e o que nos interessa é a manutenção”.
Mesmo assim, contra o Farense nos quartos-de-final, Luís Paulo diz que “não temos exigência de chegar à meia-final, não nos colocamos essa pressão, o que vier é acréscimo e motivo de felicidade para nós e para o clube”.

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Gazeta das Caldas
A equipa do Caldas foi acompanhada por jovens dos escalões de formação do clube na entrada em campo, tal como a Académica. Em pano de fundo a parte da bancada com os adeptos de Coimbra.| J.R.

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Edição #5625

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