Início Sociedade Casal de Almofala está há mês e meio sem televisão nem telecomunicações

Casal de Almofala está há mês e meio sem televisão nem telecomunicações

0
12

Um casal reformado residente em Almofala, na freguesia de Alvorninha, está há cerca de mês e meio sem serviço de televisão por cabo e telecomunicações, na sequência de uma avaria provocada pelo derrube de uma infraestrutura da rede da MEO, o único operador por cabo com o serviço naquela localidade. Apesar de terem sido realizadas intervenções no local, os moradores dizem que continuam sem reposição do serviço e acusam a operadora de sucessivos adiamentos.
Maria Ramalho relata que o problema começou quando um camião derrubou um dos postes que suportava a rede junto à habitação, no passado dia 10 de abril. “Deitou abaixo um poste de madeira, mesmo ao pé da nossa casa, e os cabos ficaram caídos no chão”, contou.
Segundo a moradora, os técnicos deslocaram-se ao local e procederam à reparação da infraestrutura, mas o serviço foi apenas restabelecido num estabelecimento próximo.
“A trezentos metros daqui há um café que já tem as comunicações repostas, mas nós aqui continuamos sem nada”, lamenta. “Eles vieram cá, colocaram os fios e tudo o resto, mas apenas puseram a rede do café a funcionar”, conta Maria Ramalho.
A situação, garante, tem provocado dificuldades práticas no dia a dia. Sem ligação fixa, o casal depende de dados móveis, que nem sempre funcionam de forma estável.
“Isto está a prejudicar-me imenso em termos burocráticos. Faço alguns serviços de IUC, IRS e IMI e já tive de recusar alguns”, explica Maria Ramalho, acrescentando ainda que, muitas vezes, a ligação móvel falha a meio das tarefas e o trabalho acaba por se perder.
Mas os impactos não se ficam por aqui. Maria Ramalho, que se mudou de Sintra para Almofala após a reforma, admite desgaste emocional associado ao isolamento. “Estamos habituados a ver as notícias, ver um filme e falar com os nossos filhos por mensagem. Neste momento, tudo isso está muito limitado e isso mexe com a nossa saúde”, refere, adiantando que já teve mesmo que recorrer ao hospital devido a uma crise de ansiedade.
De acordo com o casal, não se trata de um caso isolado e haverá mais alguns vizinhos na mesma situação. Ao longo das últimas semanas, os contactos com a operadora sucederam-se, refere, mas sem resolução. “Pedem desculpa e responsabilizam os técnicos, que são um serviço externo à empresa, mas a MEO é que define os trabalhos”, afirma Maria Ramalho, acrescentando que já lhes foram indicadas datas para reparação “duas ou três vezes”, mas em nenhuma das ocasiões as equipas compareceram.
“Ficamos na expectativa, acordamos cedo para ver se aparece alguém, mas nada”, descreve. A nova intervenção estará agora prevista para hoje, dia 28 de maio, embora os moradores encarem a data com reservas. “Vamos ver. É muito desgastante”, resume.
Contactado pela Gazeta das Caldas, o presidente da Junta de Freguesia de Alvorninha, Filipe Caetano, disse que teve conhecimento do derrube do poste, mas desconhecia a existência de fregueses ainda sem o serviço na sequência do mesmo. “Comunicámos logo a situação, vimos o poste ser reposto e não tivemos nenhuma queixa”, afirmou, acrescentando que as dificuldades na deslocação de equipas a este tipo de avarias não são algo novo. “Eu próprio estive três meses sem telecomunicações depois da tempestade Kristin, diziam que tinham as equipas todas em Leiria”.
A Gazeta das Caldas contactou a Altice quanto a esta situação, mas até ao fecho desta edição não tinha recebido nenhum esclarecimento.

- publicidade -
Visão Geral da Política de Privacidade

Este website utiliza cookies para que possamos proporcionar ao utilizador a melhor experiência possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu browser e desempenham funções como reconhecê-lo quando regressa ao nosso website e ajudar a nossa equipa a compreender quais as secções do website que considera mais interessantes e úteis.