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“O Oeste reúne condições para se afirmar como o principal polo nacional de inovação hortofrutícola”

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O COTHN assinalou recentemente o seu 25º aniversário numa cerimónia no Panorâma Multiusos de Alcobaça

“O futuro da região Oeste passa por consolidar-se como um “living lab” da horticultura e fruticultura, onde a inovação, a sustentabilidade e a digitalização permitam aumentar a produtividade, criar maior valor acrescentado e reforçar a competitividade internacional da agricultura portuguesa”, perspetiva Carmo Martins, secretária geral do COTHN – Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional, que está a assinalar 25 anos.
De acordo com a responsável, a “região Oeste reúne condições para se afirmar como o principal polo nacional de inovação hortofrutícola” graças à forte concentração de produtores, organizações de produtores, centros de investigação e empresas tecnológicas. O futuro da fileira “dependerá da capacidade de transformar conhecimento em competitividade e valor económico”, considera.
Entre os principais desafios estão a digitalização da agricultura, (através da agricultura de precisão, sensores, drones, inteligência artificial e sistemas de apoio à decisão) e a gestão eficiente da água. Também a necessidade às adaptações climáticas, com o desenvolvimento de variedades mais resilientes, melhorando a fertilidade dos solos e reduzindo o impacto dos fenómenos extremos, a par de uma maior valorização da produção, apostando na qualidade, certificação e diferenciação dos produtos, são oportunidades de futuro.
Carmo Martins destaca ainda a consolidação do ecossistema de inovação, reforçando a colaboração entre produtores, empresas, universidades e centros tecnológicos, a internacionalização e a formação e qualificação, como desafios para o setor. E o COTHN deverá continuar a “desempenhar um papel estratégico como coordenador da inovação da fileira, promovendo investigação aplicada, experimentação, transferência de conhecimento e cooperação entre todos os agentes do setor”, concretiza.

Investigação aplicada ao setor
O centro tecnológico hortofrutícola foi constituído em 2001. Consolidou-se nos últimos anos como a principal entidade nacional de articulação entre produtores, associações, investigadores, empresas e administração pública na fileira hortofrutícola portuguesa. “A nossa atividade evidencia uma forte orientação para a investigação aplicada, transferência de conhecimento e promoção da inovação, procurando responder aos desafios da competitividade, sustentabilidade e adaptação às alterações climáticas”, explica Carmo Martins. A responsável identifica a “elevada capacidade de coordenação da inovação” como um dos pontos fortes do COTHN, que assumiu um papel central na dinamização de projetos colaborativos envolvendo universidades, centros de investigação, organizações de produtores e empresas. Funciona, assim, como plataforma de ligação entre a investigação científica e as necessidades concretas da produção.
A investigação aplicada que promove e a transferência de conhecimento para o setor, através das jornadas técnicas, dias de campo, seminários, balanços de campanha, publicações técnicas, livros e manuais e apoio técnico especializado aos produtores, são outras das suas mais valias.
A sua atividade tem tido impacto no setor, na região, nomeadamente ao nomeadamente ao nível da melhoria da competitividade das explorações hortofrutícolas e reforço da sustentabilidade ambiental da produção. Carmo Martins refere também o contributo para o aumento da capacidade de adaptação às alterações climáticas, na promoção da digitalização e agricultura de precisão, mas de “forma mais impactante na aproximação de produtores e comunidade científica de forma a identificar prioridades nacionais de investigação”.
Ao longo dos anos, este centro tecnológico tem participado em diversos projetos e grupos de trabalho, nomeadamente de combate ao fogo bacteriano, de demonstração da promoção da utilização eficiente da água, de desenvolvimento da agricultura de precisão e nas áreas da agricultura sustentável e conservação do solo.
Atualmente o COTHN tem a decorrer um projeto INTERREG com Espanha e França sobre a utilização de biosoluções para a proteção das culturas, numa logica de encontrar soluções alternativas mais sustentáveis para a proteção contra praga se doenças. Possui ainda dois projetos na área da utilização eficiente água de rega e está envolvido em várias candidaturas, que irão arrancar ainda no ano de 2026, em áreas que vão desde estudo e validação de práticas para o controlo de fogo bacteriano e da Estenfiliose, a novas tenologias na área da pulverização, novas modalidades de rega em pomóideas e desenvolvimento e aplicação de ferramentas de gestão colaborativa para monitorização de pragas se doenças na região Oeste.

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