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Caldense em festival de teatro na Bulgária

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André Gomes, conhecido pelo pseudónimo António Madrugada, nasceu a 21 de setembro de 1990 nas Caldas e desde abril de 2017, que vive em Sófia, na Bulgária.
Este autor teve a oportunidade de apresentar a peça de teatro que escreveu num festival búlgaro que se dedica à arte dramática.
A peça “Sem Brilho” foi apresentada a 5 de julho como um projeto e André Gomes teve que o defender nesta iniciativa do festival Teatro Sfumato que decorreu em Sófia, na Bulgária. Segundo o caldense, o evento reuniu participantes nacionais e internacionais, assim como espectadores de vários contextos culturais.
O evento durou 12 dias e teve uma programação teatral e cultural muito rica, iniciada a 26 de junho.
Na sua peça, o caldense aborda temas como “o desleixo social com os pobres e os mendigos”. Jonah é um poeta e contador de contos ficou sem um teto para morar e a sua casa, por algum tempo, era uma ruela que tinha apenas um arco à entrada desta, um banco e um candeeiro de rua.
André Gomes, de 35 anos, estudou nas escolas D. João II e na Bordalo Pinheiro e formou-se em Turismo através do Curso Profissional TIAT (Técnico de Informação e Animação Turística) pelo IEFP de Santarém.
Este autor também já viveu durante nove meses na Roménia trabalhando num projeto de Voluntariado Europeu.
“Eu sempre quis escrever uma peça de Teatro”, contou o autor que já publicou a peça de teatro que apresentou no festival de festival Teatro Sfumato.
O caldense tem algumas obras publicadas e também já participou em várias antologias. Começou a publicar em 2019 e começou com um livro de poemas.
“Desde então, numa mais parei”, contou o caldense que agora está igualmente interessado em dar a conhecer o “Sem brilho” a grupos de teatro.
E quando terminei “Sem Brilho” e o publicou pensou para consigo : escrever o manuscrito não foi difícil, o que custa “é levar a peça a um grupo de teatro”. A demanda de André Gomes não tem sido fácil mas o caldense considera que a chave está na resiliência e persistência são a chave.
E por isso ficou feliz com a oportunidade de dar a conhecer a peça no festival organizado pela companhia de teatro Sfumato – Laboratory Theatre. E tudo aconteceu porque recusei-me a desistir”.
André Gomes ainda iniciou um outro projeto, a United Writers in Sofia que quer ser uma rede de apoio a autores que estão a dar os primeiros passos nas artes. “Eu acredito que todos os escritores e possivelmente novos talentos devem estar unidos para se ajudar mutuamente e trabalhar juntos em alternativas”, disse à Gazeta das Caldas, acrescentando que esta ideia visava ajudar os autores com ateliers ou com a realização de workshops.

Criar projeto de metal sinfónico
O caldense cresceu no meu musical e o seu pai tentou ensinar-lhe a tocar instrumentos.
“Eu aprendi outros instrumentos mais tarde, mas são as teclas que mais me fascinam”, contou este autor multifacetado que durante a pandemia ainda criou um projeto musical designado “Wildlink” e que pretendia transformar numa banda de metal sinfónico, algo que ainda foi possível até agora.
No entanto a sua tentativa de construir estas sonoridades está disponível no Spotify e no YouTube com o mesmo nome.
“Não desisti, é uma pausa ou reset até seja possível”, contou o caldense.
André Gomes vem a Portugal uma vez por ano.
A Bulgaária fica a 4000 km e já não há voos diretos. Questionado sobre do que é que tem mais saudades, o caldense diz que é do seu país e também da comida.
“Da nossa região, do mercado da fruta, das Caldas e da sua memória, e também do Parque D. Carlos.
Este autor partilhou também que quer “ver o mar e caminhar no passadiço da Foz, sentir o vento, ouvir as ondas e sentir a brisa. Sentir saudades é pouco”.
Sobre os lugares da sua região que o inspiram, André Gomes nomeou “a nossa Foz. E a Nazaré. Ir ao farol do sítio e sentir a brisa”.
nnarciso@gazetadascaldas.pt

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