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“Solidariedade com Cuba” lotou salão da U. de Freg. do Pópulo

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Casa cheia para mostrar solidariedade com o povo cubano

O salão nobre da União de Freguesias de N. Sra. Pópulo, Coto e S. Gregório foi pequeno para todos os que quiseram assistir à sessão “Por Cuba! Fim ao Bloqueio”, organizada pela União de Sindicatos de Leiria e ainda pelos núcleos regionais da União de Resistentes Anti-fascistas Portugueses e Movimento Democrático das Mulheres.
Ao todo, mais de uma centena de pessoas assistiu à sessão que contou com a presença do Embaixador de Cuba, José Ramón Loidi. O diplomata explicou de que forma o bloqueio económico, financeiro e comercial imposto pelos EUA a Cuba há mais de seis décadas afeta os vários setores da vida naquela ilha.
As dificuldades têm sido muitas e as consequências das medidas afetam diretamente o quotidiano do povo cubano, em áreas essenciais como a saúde, a alimentação, a energia, os transportes e também no próprio desenvolvimento do país. “As dificuldades foram agravadas pelas mais recentes sanções norte-americanas”, disse o convidado acrescentando que a falta de combustível é um dos maiores problemas que depois influencia as mais diversas áreas: “falta tudo e já há falta de bens essenciais”.
No final, à Gazeta das Caldas. O embaixador de Cuba referiu que apesar de tudo e das “graves restrições”, o povo cubano “irá seguir e nós vamos resistir!”.
A sessão de solidariedade contou também com a participação de João Terreiro, vice-presidente da Associação de Amizade Portugal-Cuba. Caldas da Rainha recebeu-nos de forma calorosa e como casa”, referiu o convidado que ainda sublinhou “que é sempre agradável ter sempre o embaixador presente”. João Terreiro deu a conhecer que Associação Amizade Portugal-Cuba existe há 50 anos e tem enviado ajuda humanitária para Cuba.
“Este ano já conseguimos enviar um contentor com sete toneladas de ajuda humanitária”, disse o responsável daquela entidade acrescentando que sempre que algum membro se desloca a Cuba “leva medicamentos e material médico”. Ainda esclareceu que “não fazemos uma ajuda de caridade mas sim um auxílio organizado e em parceria com as entidades cubanas”, disse o dirigente.
Neste momento o povo cubano “tem necessidade de tudo” e a atitude dos EUA está a agudizar as dificuldades.
Há países que tentam ajudar Cuba, como a Rússia, mas “por causa das sanções não se consegue furar pelo Atlântico”, disse João Terreiro acrescentando ainda que outros países vizinhos como o México têm tentado auxiliar Cuba.
“Nós como Associação também tentamos ajudar, dantes enviávamos ajuda pelas ONGs agora fazemos os envios em nome próprio”, contou o vice-presidente.
A Associação Amizade Portugal-Cuba já está a preparar novo contentor com 10 toneladas de ajuda humanitária para seguir no final do mês.
A moderação da sessão foi de Margarida Taveira, que pertence às associações organizadoras. A responsável deu a conhecer que estiveram presentes elementos de outros municípios vizinhos do PCP que se uniram à iniciativas oriundos da Marinha Grande, Peniche, Óbidos, Nazaré e Alcobaça.
“Toda a gente está sensibilizada para a situação de Cuba que está a sofrer com o bloqueio e com as novas sanções impostas pela administração norte-americana”, disse a organizadora. Na sua opinião, o que estão a fazer “é um bloqueio criminoso que viola os direitos humanos do povo cubano”. A sessão contou com momentos de declamação de poesia e de música cubana que foram protagonizados por vários elementos do Teatro da Rainha. Muitos temas foram entoados com a participação do público.

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