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Feira dos Frutos em formato “lowcost” causou reações diversas

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A zona da fruta estava no antigo parque de bicicletas

A Feira dos Frutos decorreu entre 26 e 30 de agosto, no Parque D. Carlos I, este ano num formato “lowcost”, uma decisão relacionada com a tempestade Kristin e os estragos causados e com a consequente necessidade de ter dinheiro para fazer as obras necessárias. Este ano celebravam-se dez anos do regresso deste certame icónico que remonta aos finais dos anos 70 do século passado.
Comparativamente com o último ano, esclareceu o presidente da Câmara, Vítor Marques, durante o encerramento, terão sido poupados mais de 200 mil euros, com sensivelmente metade a representar a poupança ao nível do cartaz musical, que estimou em mais de 20 mil euros por noite. O restante corresponde a infraestruturas. No último ano o evento teve um orçamento de cerca de 400 mil euros + IVA, conforme os dados reportados à Gazeta das Caldas pela organização, tendo contado com uma receita na ordem dos 100 mil euros.
“Há um momento chave em que há uma decisão, relacionado com a Kristin” e “naquele momento era preciso perceber que havia prioridades diferentes” e também libertar meios financeiros. Por outro lado, era necessário “perceber como é que o parque ia reagir”, dado que entre parque e mata caíram mais de 200 árvores, algumas de grande dimensão.
Este ano, entrando pelo Céu de Vidro encontrava-se logo a rota do livro e, depois, uma instalação com depósitos de água a formar a palavra Frutos, iluminados com cores, na zona do coreto. Depois entrava-se para o Parque das Bicicletas pela Avenida dos Plátanos, onde existia um corredor imersivo. No antigo parque das bicicletas encontrava-se a zona da fruta, com os expositores e uma mostra de cada freguesia do concelho, inspirada na Praça da Fruta. Era também aí que C’Marie pintava, ao vivo, um mural com a Rainha e a Fruta. Daí seguia-se pelo corredor dedicado ao artesanato e ao comércio até chegar à zona do palco e da restauração, no parque de merendas. Também nessa zona estava a Tenda Showcooking. Havia ainda um espaço para as crianças brincarem e o Jardim das Rosas estava transformado num Jardim Mágico. Na Casa dos Barcos havia uma exposição de artesanato.
Na zona dedicada à fruta, falamos com João Martinho e a esposa, Regina Carreira, que fazem a Frutos desde sempre. Este ano “correu bem, queremos sempre mais, mas este ano também está de outra maneira e, pessoalmente, acho que está melhor”, mas também há quem não concorde com essa ideia. Estes dias são particularmente exigentes, dado que o casal mantém a banca na Praça da Fruta durante o evento.
Neste modelo João Martinho sente que falta, por exemplo, animação na zona da Fruta, dado que aqui praticamente “não houve música” e “podia ter mais animação, além das bandas que foram passando”.
Na sua banca os pêssegos e os tomates foram os produtos mais procurados. “De tomate vendi muitos quilos, sobraram só quatro ou cinco”, revelou.
E se este casal vende desde sempre na Frutos, já Rui Constantino veio de Almeirim, pela primeira vez, para vender o famoso melão. “A venda é relativa, a degustação é o mais importante, o dar a conhecer o produto e acho que correu muito bem”, analisou, notando que as compotas e as charnecas (um doce tipo pastel feito com compota de melão) foram agradáveis surpresas para os clientes, a quem aproveitava para dar a conhecer algumas particularidades deste fruto, mas também dicas para o conservar.
“Foi uma experiência espetacular”, resumiu, notando que o “sábado foi o dia mais forte e no domingo também houve muita gente, tal como nos restantes dias à noite”.
Pela Tenda Showcooking passaram os chefs Lucas Coelho, João Rebelo, João Santos e Catarina Marques, bem como o enólogo João Santos. Mafalda Teixeira dinamizou uma sessão do projeto Funny Cook, que colocou as crianças a prepararem lanches saudáveis e saborosos.

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