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Opinião Poder Local – Alcobaça

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Diogo Ramalho
Vereador do PS na Câmara Municipal de Alcobaça

O que está a acontecer na rede de abastecimento de água de Alcobaça não pode continuar a ser tratado como uma sucessão de casos isolados.
A denúncia de um munícipe revelou uma situação paradigmática: a intervenção numa rotura, na Rua Maria de Lurdes Resende, permaneceu durante cerca de seis meses sem a reposição definitiva do pavimento. Foram necessários vários alertas, danos num para-brisas e prejuízos em habitações para que a reparação avançasse. E esta realidade repete-se noutras localidades do concelho, com queixas constantes de quem vê o passeio ou a estrada que utiliza todos os dias danificados por meses indeterminados, devido a uma rotura da rede de água mal resolvida.
Mas o problema é mais profundo. A rede de abastecimento de água evidencia sinais de desgaste e falta de capacidade. Temos assistido ao recurso frequente a autotanques dos bombeiros para garantir o abastecimento de algumas populações e, mais recentemente, a constrangimentos e problemas na qualidade da água na sequência de incidentes na infraestrutura de Chiqueda e noutras zonas da cidade.
Não podemos aceitar que uma infraestrutura essencial à vida das populações seja gerida apenas através de respostas de emergência nem alicerçada em prestadores de serviços que não cumprem a tempo e horas os contratos que assinaram.
Os Serviços Municipalizados de Alcobaça têm de ter capacidade para responder melhor, com recursos, conhecimento técnico e meios adequados.
A água é um serviço público essencial. Investir na sua rede é, sobretudo, uma responsabilidade para com as gerações futuras.

 

António de Lemos
PCP – Comissão Concelhia de Alcobaça

Há homens que são enormes, o Manuel Rodrigues era um desses e morreu há dias. Era membro da Comissão Concelhia do PCP em Alcobaça e teríamos muitas razões para o evocar, mas lembramos o seu papel na dinamização da Comissão Em Defesa da Linha do Oeste. Ferroviário durante décadas e enquanto chefe de estação de S. Martinho do Porto. A sua ligação à Linha era tão grande que, mesmo depois de reformado era ele quem com regularidade continuava a acertar o relógio da sua Estação, era esse o seu brio.
O Manuel sabia que a Linha do Oeste é um instrumento de desenvolvimento e que a electrificação e modernização em toda a sua extensão e a interligação com as Linha do Norte e de Alta Velocidade são fundamentais.
O Manuel sabia que a existência de mais e melhores comboios é determinante para ampliar a oferta na ligação a Lisboa, Coimbra, Figueira da Foz e às estações e apeadeiros intermédios. Sabia ainda que é preciso concretizar melhoramentos em infraestruturas que há muito são reclamados pelos utentes, trabalhadores e populações.
O Manuel sabia que é preciso criar um serviço suburbano que articule o eixo Caldas, Alcobaça, Marinha, Leiria, e que é também necessária a ligação da Linha do Oeste a uma Linha de Cintura por Loures.
O Manuel já não soube que o seu Partido publicou na passada semana o livro “Desastre na Ferrovia – 35 anos de Liberalização”, onde reapresenta todas estas propostas que o Manuel ajudou a construir.
O Manuel, isso não soube. Mas sabia que aqui estamos para continuar a sua luta por um serviço ferroviário que melhor sirva as populações.

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