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Frimor está a decorrer até este domingo

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Por estes dias a Cebola é a rainha em Rio Maior. Este ano há dez ceboleiros de Alvorninha a participar

Iniciativa arrancou esta terça-feira e, até dia 6, contará com concertos musicais dos Némanus, dos Vizinhos e de Matias Damásio

A FRIMOR – Feira Nacional da Cebola está a decorrer, no Pavilhão Multiusos de Rio Maior, até domingo, dia 6 de agosto.
Com raízes históricas que remontam ao século XVIII, o evento recebeu esta denominação em 1983 e é, atualmente, um dos eventos mais marcantes do concelho riomaiorense, sendo também uma ponte com o concelho das Caldas, dado que grande parte dos ceboleiros são da freguesia de Alvorninha.

Embora os ceboleiros sejam cada vez menos (provavelmente são hoje metade do que eram há uma década), há coisas que não mudam, como as tranças penduradas que são imagem de marca do evento. E há, para quem aqui vem comprar as cebolas, uma garantia, ano após ano: a qualidade.

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Este ano há dez ceboleiros de Alvorninha a participar no certame.
Ao nível da animação musical hoje, quinta-feira, atuam os Némanus (com abertura de Os Eira) e amanhã sobem a palco os Vizinhos (após os O’Demora), com Matias Damásia a atuar na noite de sábado, contando com a abertura dos Trigloditas 3.1. O programa é complementado com atuações no palco secundário, onde atuam os DJ’s e onde decorre, por exemplo, o Festival de Bandas Filarmónicas, no sábado, dia 5.

No pavilhão é possível degustar a gastronomia e doçaria riomaiorense, apreciar uma mostra de artesanato e das atividades económicas do concelho. Para os mais novos foi novamente montado um espaço para brincarem, o Fun Park, que apresenta dezenas de diversões, gratuitas.

Da Frimor faz ainda parte uma zona de showcooking e atividades desportivas como a Corrida das Cebolinhas e a Cebola Run.

O vereador responsável pelo pelouro das feiras, Miguel Santos, afirmou que “a FRIMOR está a crescer”, algo atestado pelo facto de “a procura por espaços para a feira ter mais que triplicado”, mas também por contarem “com o maior número de associações de sempre”, além de se registar um aumento de 25 stands de artesanato e agro-alimentar e de mais oito espaços de restauração do que no último ano.

Entre as novidades deste ano está a criação do Concurso Cebola de Ouro, que desafiou as 13 coletividades a criarem receitas com este produto. No final será lançado um livro com as 13 receitas.

Outra novidade desta edição é uma exposição de fotografias e cartazes da feira ao longo dos anos.

Já o presidente da Câmara, Filipe Santana Dias, realçou que este ano a feira convive lado a lado com as instalações temporárias da unidade de saúde. “Queremos preservar aquilo que torna a FRIMOR única, mas não queremos uma feira parada no tempo, honrar a tradição não significa necessariamente repetir todos os anos aquilo que sempre fizemos, diria até pelo contrário”, defendeu, acrescentando que “a melhor forma de proteger uma tradição é garantir que ela continua a fazer sentido para as novas gerações” e que “a FRIMOR procura precisamente este equilíbrio”.

O edil riomaiorense frisou ainda que a FRIMOR tem o condão de “aproximar quem produz de quem consome” e de nos recordar “que a agricultura não pertence ao passado, é presente e será sempre indispensável ao nosso futuro”. Por outro lado, frisou o papel do evento enquanto parte da estratégia de promoção territorial local. “Os territórios, todos eles, competem saudavelmente, pela capacidade de atrair investimento, visitantes, talento e oportunidades e a promoção territorial há muito que deixou de ser uma questão acessória”, pelo que, “quando milhares de pessoas entram em Rio Maior para visitar a FRIMOR, na verdade, o que estamos a mostrar é o nosso concelho”.

Marca Cebola de Alvorninha
Em julho deste ano foi registada a marca Alvorninha, Capital da Cebola. O presidente da Junta de Freguesia, Filipe Caetano, disse à Gazeta das Caldas que este foi um projeto do executivo que lidera.

O autarca realçou o peso da cebola na freguesia, onde existem hectares de plantação, de onde saem anualmente muitas toneladas de cebolas, e disse que através desta iniciativa procuram valorizar Alvorninha, os produtores e o próprio produto.

Criaram um logótipo que foi impresso em cartões e é preso em fitas personalizadas que são colocados com as cebolas.

Já este ano fizeram um colóquio na freguesia e, no futuro, pretendem criar um evento relacionado com este produto em Alvorninha, que “é a terra da cebola” e onde “nunca foi feito” um evento a ela dedicado.

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