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Festa do Avante faz-se também com voluntários da região

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A festa do Avante assinala 50 anos com centenas de atividades durante três dias

A Festa do Avante, que decorre entre 4 e 6 de setembro, comemora 50 anos. A região também participa, com o trabalho de militantes e simpatizantes

O caldense Duarte Raposo está a participar, pela quarta vez, na preparação da Festa do Avante. A sua construção dá-se da forma que, considera, também a festa depois o espelha: “muito solidária, com centenas de membros e amigos do PCP a dar o seu contributo e garantir que se ergue aquilo que depois se vê no primeiro fim de semana de setembro”. Membro da Juventude Comunista Portuguesa (JCP), Duarte Raposo destaca o papel dos jovens na construção deste evento político-cultural único no género no país, que decorre entre os dias 4 e 6 de setembro, na Quinta da Atalaia (Amora, Seixal) e que combina concertos, debates políticos, teatro, gastronomia regional, desporto e artesanato.

As jornadas começaram no início de julho e são os voluntários que garantem toda a estrutura da Festa, desde a colocação das tubagens, à construção da estrutura em madeira, colocação dos toldos colocados em cima de cada estrutura, à instalação da eletricidade, colocação da água e montagem do palco, exemplificou. E a construção da Festa do Avante não acaba no dia 4 de setembro (quando esta inicia), “continua a ser feita com todos os turnos que os militantes e amigos do partido, para garantir o seu funcionamento, e depois a sua desmontagem”, concretiza o jovem caldense, que marcará presença diária no festival.

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Este ano, com as intempéries, há trabalho acrescido de limpeza dos terrenos e algumas reconstruções necessárias. “É uma dinâmica coletiva ímpar: carrega-se o material para o nosso espaço, há trabalhos de canalização, carpintaria, eletricidade, pintura, sobem os mais ágeis à estrutura de ferro para esticar os toldos e garantir sombra aos restantes trabalhos, enfim, há tarefas para todos os gostos”, relata Maria Loureiro, do executivo da DORLEI do PCP.

A dirigente realça que esta festa sempre foi concretizada “muito para além das margens partidárias” e que para muitos dos participantes “será uma espécie de “Festa das nossas vidas”, com um vasto e rico cartaz do ponto de vista musical, do cinema, das exposições, do teatro, da ciência”. A edição será marcada pelos 50 anos da Constituição da República e Poder Local democrático e, no caso do espaço de Leiria (cujo distrito foi particularmente marcado pelas intempéries) o tema é centrado nas intempéries e na resposta necessária, “que ainda não aconteceu”, realça. A decoração envolveu “artistas amigos para além da esfera do PCP e temos a certeza que vai ser um elemento especial”, refere a dirigente, acrescentando que o espaço apresentará toda a riqueza gastronómica da região, desde a morcela de arroz de Amor, à sardinha de Peniche, contando com migas à moda do Oeste, a sopa de misturadas à moda do Valado e o pão com chouriço. Não sendo uma novidade, mas uma oferta “recente e já muito procurada”, têm também um pão vegano com tomate seco. Ao todo, são assegurados três espaços: o restaurante, a padaria e um terceiro dedicado ao vidro.

De acordo com a responsável, “tudo aponta para a participação superar as últimas edições, com muita gente a ir pela primeira vez”, ainda que não lhe seja possível quantificar quantos serão os provenientes da região.

A organização também garante alguns transportes, com autocarros, a passar nas Caldas da Rainha às 8h50 da manhã, mas por inscrição e limitados ao número de lugares que possuem.

Para Maria Loureiro são muitas as razões para a continuidade da Festa do Avante, a começar pelo “afirmar e manter abertas as portas que Abril abriu”. A dirigente comunista fala da necessidade de “dar alegria à luta”, pela defesa dos direitos dos trabalhadores, exigir respeito pelo direito à autodeterminação dos povos e de olhar para um horizonte de esperança onde seja possível que cada um exista com dignidade, com teto, com comida. É, também, “um espaço de estímulo ao pensamento critico, à criatividade, à cultura, à arte, ao desporto, ao convívio, ao lazer, a sorrir e abraçar. É, afinal, a Terra dos Sonhos”, considera.

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