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Opinião Poder Local – Bombarral

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José Vitor Silva
Presidente da Mesa da Comissão Política do PS-Bombarral

O Oeste precisa, há muito, de um novo hospital. Não por conveniência política, mas porque cerca de 300 mil habitantes necessitam de uma resposta hospitalar moderna, integrada e capaz de reduzir desigualdades no acesso à saúde.
O estudo independente encomendado pela OesteCIM à NOVA IMS analisou as diferentes localizações e apontou o Bombarral como a solução mais central, considerando, entre outros fatores, os tempos e as distâncias de deslocação.
Importa recordar que os municípios da OesteCIM decidiram, por unanimidade, recorrer a um estudo independente e aceitar critérios técnicos para fundamentar uma posição comum. Não é coerente aceitar as regras e contestá-las quando o resultado não corresponde aos interesses do nosso concelho.
É legítimo defender posições diferentes. Menos responsável é tentar condicionar uma decisão governamental porque se pretende o hospital dentro das próprias fronteiras. Cada adiamento tem custos e prejudica uma região que continua à espera de melhores cuidados de saúde.
A regionalização exige consensos, responsabilidade e maturidade democrática. Exige pensar para além das fronteiras municipais e compreender que o benefício da região é também o benefício de cada concelho.
O Bombarral está preparado para receber esta infraestrutura. Não queremos um hospital do Bombarral. Queremos, no Bombarral, um hospital do Oeste e para todo o Oeste: pela saúde, pela coesão territorial e pela capacidade dos Oestinos de pensarem como uma região.

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Miguel Roque e Santos
Deputado Municipal do Bombarral eleito pela Iniciativa Liberal

O Oeste tem tudo para ser uma das regiões mais dinâmicas do país. Tem empresas, agricultura, turismo, indústria, localização estratégica e gente com iniciativa. O que falta não é potencial. Falta uma estratégia política capaz de transformar esse potencial em investimento, emprego e qualidade de vida.
É neste contexto que o Núcleo Territorial de Óbidos da Iniciativa Liberal promove, no próximo dia 28 de setembro, no Bombarral, o debate “Construir o Futuro do Oeste – Desenvolvimento Económico e Apoios ao Investimento Empresarial”.
Importa discutir sem rodeios: quantos investimentos se perdem por excesso de burocracia? Quantas empresas desistem perante processos demorados, impostos elevados e uma Administração Pública pouco ágil? E quantos jovens abandonam a região por falta de oportunidades e de habitação acessível?
Não podemos confundir desenvolvimento com a distribuição de subsídios. Apoiar empresas é importante, mas uma região competitiva precisa de menos burocracia, licenciamentos mais rápidos, melhores infraestruturas, mobilidade, formação e condições para o investimento privado.
O Oeste precisa também de autarcas e decisores com verdadeira ambição regional. Municípios isolados dificilmente responderão aos desafios de uma economia cada vez mais competitiva.
Este debate deve servir para confrontar ideias, mas sobretudo para exigir respostas. O futuro do Oeste não pode depender de anúncios, discursos ou candidaturas a fundos europeus.
Precisamos de uma região onde seja mais fácil investir, trabalhar, criar empresas e viver.
O Oeste tem capacidade para crescer. Falta saber se a política terá coragem para deixar de travar quem quer fazê-lo.

 

Daniel Azevedo
PCP do Bombarral

Primeiro facto: As pêras do Oeste são óptimas.
Segundo facto: No antigo Império Romano os instrumentos de trabalho agrícola eram divididos em três conjuntos: o grupo dos instrumentos mudos, composto pelas ferramentas como as enxadas, os ancinhos, ou as carroças; o grupo dos instrumentos semivocais, de que faziam parte os animais, como os cavalos e os bois, que emitem sons, mas não falam; o grupo dos instrumentos vocais, constituído por esses seres que falavam, mas não eram gente, os escravos. Note-se, a ferramenta, a besta e o Homem, todos pertencentes à mesma categoria de coisa.
Terceiro: facto: No dia 28 de Agosto o Jornal de Notícias online titulava “Trabalhadores agrícolas dormiam em colchões sobre paletes num barracão no Bombarral”. No desenvolvimento da notícia acrescentava-se que os “31 trabalhadores estavam alojados sem condições de habitabilidade e higiene” numa “espécie de armazém” e que se ocupavam da apanha da pêra.
Conclusão: O Imperio Romano do Ocidente caiu por volta do seculo V depois de Cristo, há mais de 1500 anos e ainda existe hoje quem considere aceitável alojar gente como quem empilha alfaias agrícolas. Nesse mesmo Império viveu Spartacus, um escravo feito gladiador que se revoltou contra essa condição e organizou milhares de outros escravos na luta pela liberdade e contra o império. Spartacus fez tremer Roma, porém foi derrotado. Mas Spartacus avisou “voltarei e serei milhões”.

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