Quinta-feira, 3 _ Setembro _ 2026, 7:03
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Chega não quer que centenário da cidade seja “uma operação cosmética de propaganda”

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A pretexto das comemorações do centenário de elevação a cidade, vereador do Chega pede soluções para problemas

Defesa do Centro Hospitalar do Oeste, a Revisão do PDM, Segurança e futuro estratégico do concelho são reivindicações

Caldas da Rainha assinalou a 26 de agosto o 99º aniversário de elevação a cidade e prepara já as comemorações do centenário. O vereador do Chega, Luís Gomes, levou à sessão de câmara da passada segunda-feira, uma série de problemas e projetos para os quais pediu respostas, argumentando que o centenário “não pode ser uma operação cosmética de propaganda”.

Com o mês de setembro a iniciar, altura em que o governo prometeu a decisão sobre o futuro e a localização do novo Hospital do Oeste, Luís Gomes assume que a “a permanência e a fixação do grande polo do Centro Hospitalar do Oeste nas Caldas da Rainha é para mim uma linha vermelha inegociável”, deixando um apelo à defesa “intransigente” do hospital público nesta cidade. Num extenso documento que apresentou no período antes da ordem do dia, o vereador “exigiu” mais dinamismo em torno do termalismo, nomeadamente na capacidade de atração de investimento de escala, de aquistas e de turismo de saúde. “Essa mesma ambição tem de ser vertida de imediato no planeamento do nosso território”, disse, referindo-se à revisão do PDM, que entende ser a “grande alavanca de desenvolvimento económico das próximas décadas”, deixando algumas exigências.

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Ao nível do ensino superior considera que, além da ESAD.CR, as Caldas “têm de lutar” pela atração e criação de novos polos e escolas superiores públicas dedicadas à Saúde e às Tecnologias. Luís Gomes defende ainda um reforço efetivo do policiamento de proximidade, iluminação pública de qualidade e a instalação urgente de videovigilância em pontos críticos da cidade.

O vereador na oposição deixa ainda críticas à preservação do património histórico, dando como exemplo os Pavilhões do Parque D. Carlos I. Pede “transparência imediata sobre este processo [da transformação em hotel de cinco estrelas] e a tomada de decisões céleres para que as obras arranquem definitivamente”, assim como a concretização de um Crematório Municipal junto ao Cemitério de Santo Onofre.

Defende ainda “coragem política” para avançar com a requalificação da EN360, que liga as Caldas da Rainha a Santa Catarina, a abertura das circulares urbanas, o alargamento da rede do TOMA às zonas industriais com horários adaptados aos turnos de trabalho, e a vontade de concretizar a ciclovia contínua de ligação entre as Caldas da Rainha, o Nadadouro e a Foz do Arelho.

A limpeza das bermas, a manutenção da rede viária municipal, a eficiência interna e a defesa do património natural foram outras as exigências apresentadas por Luís Gomes.

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