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Atriz, ilustradora e caricaturista desenvolve trabalho nas Caldas

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Inês Barros gosta de desenhar no Parque D. Carlos I

Inês Barros é natural do Porto, mas reside nas Caldas há três anos e não encontrou melhor local no mundo do que a cidade associada à sátira de Bordalo Pinheiro, para voltar a ativar o seu projeto Caricatunhar. “Desde muito cedo que me lembro de desenhar, sempre gostei”, começa por contar. Com 10 anos, num atelier com a professora Gracinda Ramos a mentora percebeu o gosto de Inês por criar e “ajudou-me a transformar a imaginação em traço”. Ao crescer experimentou várias áreas artísticas e formou-se como atriz em Teatro, na ESMAE, no Porto, “mas o desenho esteve sempre presente”. Por exemplo, quando mudou de cidade, aos oito anos, o desenho servia como uma forma de comunicar, até porque a artista vive este paradoxo entre a sua timidez e a vontade que tem de falar com as pessoas. O facto de gostar de fazer rir e de o conseguir através dos seus “rabiscos” foi uma motivação.
No secundário, em Lousada, o professor Alexandre viu-a a caricaturá-lo, com uma cabeça gigante e várias falas, e deu-lhe então a descobrir o mundo das caricaturas, lembra a artista, que realça o papel interventivo do desenho que, tantas vezes, assume esse papel de chamar a atenção para algo que não está bem. “Interessa-me essa provocação e essa intervenção”.
A primeira experiência a desenhar caricaturas ao vivo ocorreu em Esposende, de forma natural, e suscitou muita curiosidade entre quem passava. Pelos seus 17 anos, ainda enquanto estudante, mas já quando procurava uma certa independência financeira, esta foi uma forma para a atingir. Estávamos então em 2007, há quase duas décadas, quando lançou o projeto Caricatunhar, que ainda hoje a acompanha e que pretendia ser mais amplo do que “apenas” caricaturas, abarcando as áreas dos cartoons, da banda desenhada, etc.
Inês Barros já desenhou ao vivo no Rock in Rio, é comum vê-la no Parque D. Carlos I a desenhar e este ano participou na Frutos. Entretanto também já viu uma caricatura feita por si, do artista Salvador Sobral, ser publicada no P3, do Público, já trabalhou com instituições como a Liga Portuguesa Contra o Cancro e a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla em campanhas em que através do desenho e do humor se procurava angariar fundos e, simultaneamente, encarar as doenças de uma forma mais leve. A artista, que também já fez cartoons para o jornal Toma Lá, da Covilhã, criou uma coleção intitulada de “Mãe Há Só Uma”, com frases inspiradas na sua mãe, mas que são comummente utilizadas pelas mães. Para o futuro quer criar a coleção “No Oeste”, que brinca com as particularidades deste território e outra dedicada ao tema dos Filhos, até porque há dois anos foi mãe.
A ligação às Caldas, cidade que escolheu como sua, deu-se através do Teatro da Rainha onde atualmente, além de atriz, é coordenadora do serviço educativo.

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