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Clube de Pickleball do Oeste lidera Liga Interclubes

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O Clube de Pickleball do Oeste está a afirmar-se como uma das referências nacionais de uma modalidade ainda recente em Portugal, mas que cresce a ritmo acelerado. Além de liderar a primeira edição da Liga Interclubes de Pickleball, a equipa tem atletas a registar resultados de destaque no circuito nacional promovido pela PTPickle – Associação Pickleball de Portugal.
Entre os jogadores que têm contribuído para esse crescimento está Telmo Bernardino. Ligado durante muitos anos ao futebol e ao futsal, encontrou no pickleball um novo desafio depois de ter deixado a prática competitiva, no final da época passada.
Tudo começou por influência da esposa, Joana, que já praticava a modalidade. “Chegou a casa e disse que eu tinha de ir experimentar”, recorda. O convite acabou por mudar a sua rotina. Oito meses depois de ter pegado numa raquete pela primeira vez, soma já participações em torneios nacionais e resultados que surpreendem até o próprio.
“É um desporto que faz bem ao cérebro e ao corpo”, afirma. “Não gosto muito de ginásios nem de passadeiras, e este foi um desporto que me mantém ativo mental e fisicamente.”
O passo para a competição surgiu por incentivo de Ivo Freire, com quem dividiu a quadra no futsal e faz agora dupla. Depois de algumas experiências iniciais em Lisboa e Santarém, os resultados começaram a aparecer. Conquistaram uma medalha de ouro num torneio realizado em Lisboa, na categoria 3.5, e recentemente alcançaram a medalha de bronze da categoria 4.0 do Portugal Pickleball Tour de Guimarães, que se realizou de 19 a 21 de junho. “Fomos a terceira melhor dupla a nível nacional. Para quem joga há apenas oito meses, é um resultado excelente”, sublinha.
O Clube de Pickleball do Oeste é também um dos protagonistas da primeira Liga Interclubes, competição que reúne equipas das Caldas da Rainha, Leiria, Torres Vedras, Lourinhã, Lisboa, Oeiras, Estoril e Setúbal.
A iniciativa nasceu da vontade de aproximar os vários núcleos que têm surgido pelo país. Rodrigo Quina, de Torres Vedras mas que é presença assídua nos treinos do CPO no pavilhão do Arneirense, foi o principal impulsionador da prova e explica que o objetivo vai além da vertente competitiva.
“A ideia principal foi permitir que as pessoas conhecessem outras realidades, para fazermos crescer o desporto”, refere. “Queremos perceber as dificuldades e os sucessos de cada clube e irmos-nos conhecendo uns aos outros.”
Para Rodrigo Quina, a região Oeste ocupa um lugar especial na história da modalidade em Portugal. “Pelo que tenho falado com praticantes mais antigos, o pickleball em Portugal nasceu precisamente na zona de Caldas da Rainha e Óbidos”, afirma.
Essa história é confirmada por Leon Geuens, um dos pioneiros da modalidade no país e um dos rostos mais conhecidos da comunidade do Pickleball local. Tudo começou em 2017, quando dois amigos regressaram dos Estados Unidos entusiasmados com um desporto que estava a crescer rapidamente do outro lado do Atlântico. “Começámos com quatro pessoas”, recorda.
Os primeiros jogos aconteceram num antigo campo de basquetebol do Bom Sucesso. Mais tarde, o grupo mudou-se para o Vau – onde se mantém um núcleo ativo – e, em 2023, encontrou no pavilhão do Arneirense as condições necessárias para continuar a crescer. Atualmente, o clube conta com cerca de 70 praticantes e dispõe de seis campos para a prática regular da modalidade.
Ao longo dos anos, a comunidade foi-se tornando cada vez mais internacional. Inicialmente dominada por praticantes franceses, integra hoje jogadores portugueses, ingleses, suíços, alemães, norte-americanos e várias outras nacionalidades. “O que é bom neste desporto é que pessoas de diferentes comunidades podem jogar juntas”, destaca Leon Geuens.
A facilidade de aprendizagem, os custos reduzidos e a possibilidade de juntar diferentes gerações ajudam a explicar o sucesso crescente da modalidade. No Clube de Pickleball do Oeste coexistem atletas na casa dos 20 anos e praticantes com mais de 70, homens e mulheres partilham regularmente o mesmo campo e a componente social assume um papel tão importante como a competitiva. “Todos são bem-vindos. Quem quiser experimentar a modalidade, pode vir duas vezes sem pagar, depois então terá de se fazer sócio do clube”, diz.

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