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Miriam Pimenta: “Sonho ser profissional e jogar a Liga dos Campeões”

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Miriam Pimenta onde tudo começou, no Campo Luís Duarte, a acompanhar os treinos do pai e do irmão

Natural das Caldas e residente em Alfeizerão, jovem de 14 anos somou a primeira internacionalização por Portugal

A jovem caldense Miriam Pimenta, residente em Alfeizerão, conquistou a primeira internacionalização pela seleção nacional de Sub-15 no passado dia 21 de novembro, titular no segundo de um duplo encontro de preparação contra Marrocos. Com apenas 14 anos, a defesa central atualmente ao serviço do Vidreiros, da Marinha Grande, perfila-se como uma promessa do futebol feminino português e sonha jogar ao mais alto nível.

O caminho começou de forma espontânea. Miriam iniciou-se na Areco, tinha com sete anos, mas a pandemia interrompeu essa jornada. Aos nove anos retomou com seriedade. “Eu vinha aos treinos ver os treinos do meu pai e dos meus irmãos e sempre que havia ali uma bola eu dava uns toquezinhos”, recorda.

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A evolução foi progressiva. “No início nem sabia se tinha jeito ou não, só queria mesmo estar a jogar, ou só a divertir-me com a bola nos pés, não tinha um foco em ser um dia jogadora”, confessa Miriam. “Depois, quando comecei a evoluir, fui percebendo que era uma coisa mais séria, que eu queria para o futuro”, completa.

Nos escalões iniciais, jogou em equipas mistas com rapazes e diz que não sentiu qualquer tipo de diferença de tratamento por ser uma rapariga entre rapazes. Quando passou para uma equipa feminina em A-dos-Francos, na época 2023-24, compreendeu melhor as diferenças sobretudo ao nível do jogo. “Tem uma diferença na parte física, na intensidade do jogo”, analisa.

O desempenho em campo chamou atenções. Miriam começou por ser convocada para as seleções distritais da AF Leiria. O passo seguinte chegou de forma inesperada. “Estava a preparar-me para ir para o treino, a lanchar, quando recebi a convocatória da seleção nacional e fiquei chocada, porque eu não sabia que a convocatória já ia sair”, relata. “Fui logo dizer ao meu pai, andei aos saltos pela casa!”

Aquela chamada representava o reconhecimento do seu esforço. “Fiquei muito feliz e foi um orgulho, porque acho que é o fruto do trabalho que tenho vindo a fazer ao longo destes anos”, realça.

A estreia como titular na seleção foi memorável. “É uma coisa dos sonhos, é um orgulho representar o nosso país”, afirma com convicção. “Também estava muito nervosa, mas isso é sempre normal, ao longo do jogo o nervosismo foi passando”, acrescenta.

Dentro de campo, como defesa central, apresenta características técnicas distintivas. “Eu tenho uma boa qualidade de passe, uma boa visão de jogo e, para uma defesa central, acho que tenho boa técnica”, descreve Miriam. Além disso, é uma jogadora com fibra. “Dou tudo até ao final e nunca baixo os braços”, completa.

Os seus ídolos refletem as suas características. Érica Cancelinha é uma referência no futebol feminino. “Gosto muito dela, acho que o nosso jogo é um pouco semelhante, em termos de velocidade, técnica, passe, visão de jogo”. No Vidreiros, as colegas apelidam-na de Puyol, justamente por ter essas características. No entanto, quando se pergunta por um ídolo, a resposta é Kika Nazareth.

A experiência de jogar no Campeonato Nacional de Sub-19 aos 14 anos, contra adversárias mais velhas, é vista por Miriam Pimenta como uma vantagem. “A competitividade é maior do que se jogasse só com Sub-15, isso prepara-me melhor fisicamente e permite evolução”, explica.

Miriam regressou da seleção lesionada, o que a obrigou a uma paragem, mas Miriam enfrenta a adversidade com maturidade. “Faz parte do futebol. Acontece a todos. Não se pode baixar os braços por causa de uma lesão. É recuperar bem para depois voltar a 100%”, diz.

Até porque o futuro é visto com ambição. “Quero tornar-me jogadora profissional, jogar num dos grandes clubes, seja no Benfica, no Sporting, ou no FC Porto”, enumera. Mas os sonhos são ainda mais altos: “Gostava de representar a Seleção A e competir na Liga dos Campeões”.

A mensagem que deixa a outras jovens raparigas espelha a sua filosofia: “Acho que nunca devem desistir, independentemente de qual é o sonho ou a situação que estão a viver. E divirtam-se, é sempre o mais importante”, remata.

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