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Pelicano ainda mostra “dores de crescimento”

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O primeiro onze oficial do Caldas perante o seu público

O Caldas somou o primeiro ponto na Liga 3, no primeiro encontro disputado no Campo da Mata. Um ponto positivo e com mais valor num encontro em que o Lusitano foi melhor e esteve mais perto de levar os três pontos. Ao Caldas não faltou garra, sobretudo para defender a sua baliza, mas faltam limar aspetos na estrutura de jogo, principalmente ao nível do controlo das ações a meio campo.
Os sintomas já vieram da primeira jornada, em Belém, onde faltou conforto aos alvinegros para controlarem o jogo com a bola nos pés, mas também para bloquearem longe da sua área a organização de jogo do adversário.
Nesta primeira partida perante os seus adeptos, não foi diferente. O período inicial mostrou algum atrevimento do Caldas, com Edson Mucuana a arrancar pela direita com perigo e Gonçalo Chaves a rematar de fora da área, em dois lances ainda dentro dos cinco primeiros minutos. Mas quando o jogo assentou, começou a emergir a maior experiência da equipa eborense, com a dupla Bura e Osmane Diagne a construírem a partir de trás essa vantagem.
Mais rápida e objetiva sobre a bola, a equipa do Lusitano começou rapidamente a criar problemas à defesa do Caldas. O expoente máximo desse domínio, mas também da forma aguerrida como o Caldas defendeu a sua baliza, surgiu ao minuto 17. Tudo bem feito pelo Lusitano. Bura, na área, rematou para Caio salvar em última instância, com Duarte batido, e na insistência foi a vez de Clemente evitar à última o golo de Diogo Sequeira.
O Caldas, sem a mesma certeza no seu jogo, apareceu a espaços na frente. Rodrigo quase aproveitou um erro de Marco Baixinho, num atraso mal calculado para Duarte Martins. Do outro lado, Duarte Almeida foi chamado a uma boa mancha sobre Eurichano, uma defesa com os pés a remate de Bura e outra com a mão direita, bem junto ao poste, para negar o golo a Rui Batalha.
O Caldas sobrevivia a uma primeira parte difícil, mas à justa. E a abrir a segunda parte quase marcava. Novamente Edson Mucuana a desequilibrar na direita, Gonças ganha o ressalto, mas Marco Baixinho tira-lhe o golo.
Com os ajustes feitos à equipa, o Caldas melhorou na segunda parte, principalmente no controlo da organização do Lusitano e na ocupação dos espaços, o que tirou aos alentejanos presença na grande área. Mesmo assim, as entradas de Davou, Tiago Baptista e Malé deram frescura ao Lusitano nos minutos finais e o perigo voltou, com um remate de Davou (86’) com perigo e um centro de Baptista para o desvio de Malé (87’), solto ao segundo poste, ambos ao lado.
Segue-se o Olhanense.

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