Alcobaça perde a liderança em número de empresas, mas ainda tem as PME Excelência com mais exportação
O Oeste é um território diversificado, que mistura centros urbanos com ruralidade, pelo que alguns concelhos se destacam em termos económicos em relação a outros. Torres Vedras, Alcobaça, Alenquer e Caldas da Rainha são os principais centros empresariais da região, mas na edição deste ano do PME Excelência, Lourinhã emerge como o concelho maior volume de negócios, apesar de ser apenas o quarto em número de empresas.
Este é o dado mais saliente na análise dos dados financeiros das PME Excelência do Oeste 2024: Lourinhã teve apenas mais empresa galardoada em relação à edição do ano passado, mas saltou de um volume de negócios de 58 milhões de euros para 130,8 milhões10 de euros. Curiosamente, as empresas lourinhanenses apresentaram o segundo menor crescimento em relação ao anterior (12,15%), o que significa que este disparar de faturação acontece devido às novas entradas. Nas Excelência da Lourinhã destaca-se ainda que o comércio e a agricultura e pescas são as principais atividades, seguidas da indústria e o turismo.
Se a Lourinhã se destaca pela faturação, Torres Vedras assumiu a liderança das PME Excelência do Oeste em número de empresas galardoadas, apesar de manter o mesmo número da edição do ano passado (37). O grupo torriense cresceu, no entanto, em faturação, com os 20 milhões a mais face ao ano passado a seguirem em linha com o crescimento médio de 24%. Estas empresas exportaram mais 17,1% do que no exercício anterior. Em Torres Vedras destaca-me entre as PME Excelência as do setor do comércio.
A fechar o pódio em número de empresas e faturação está Alcobaça, que na edição do ano passado liderou com 39 empresas, mas viu o número reduzido para 27. O concelho mantém-se, no entanto, na frente em termos de exportações, o que se explica em boa parte pela maioria das empresas premiadas serem industriais. É de salientar que as PME Excelência 2024 do concelho aumentaram as exportações combinadas em praticamente 50%.
Segue-se, em número de empresas, volume de negócios e volume exportado, Caldas da Rainha, mas ao concelho caldense sucede o oposto do que à Lourinhã. Caldas mantém 20 PME Excelência, mas o volume de negócios decresceu de 150 milhões de euros para 70 milhões, menos de metade comparando com a edição anterior dos galardões. Nota, mesmo assim, que o grupo de empresas deste ano apresenta um crescimento médio de 24,4%, o que mostra que o decréscimo acontece devido às entradas e saídas e não por uma evolução negativa da economia do concelho. Nas Caldas, comércio e construção e imobiliário valem 55% das PME Excelência.
Óbidos segue uma tendência similar. O concelho perdeu cinco PME Excelência, baixando de 13 para 8, com queda acentuada nas exportações, que recuaram de 21,1 para 1,3 milhões de euros. O volume de negócios desceu de 81,6 para 32,1 milhões. No entanto, as oito empresas que garantiram este selo de excelência cresceram em conjunto 16,7% em faturação e 38,5% nas exportações.
Alenquer, com 13 PME Excelência em indústria (31%), comércio (23%) e construção (23%), destaca-se no volume de negíócios, 67,6 milhões. Peniche aloja 15 PME Excelência, principalmente em agricultura/pescas e turismo.. Nazaré, com apenas seis PME Excelência centradas em turismo (66%), demonstra forte crescimento no seu agregado, saltando de 3,8 para 11,6 milhões. Bombarral, Arruda dos Vinhos, Cadaval e Sobral de Monte Agraço consolidam presença reduzida mas relevante, com empresas especializados conforme perfil sectorial local.





