
Colocação de cais na Foz do Arelho e do centro Mar Oeste na Nau dos Corvos são exemplo
Uma nova plataforma flutuante, a cerca de 50 metros do local onde estava o antigo cais da Foz do Arelho (para o lado interior da Lagoa, do Nadadouro), foi um dos 16 projetos contemplados com fundos do FEAMPA (Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das Pescas e da Aquicultura). Com um investimento a rondar os 86 mil euros, terá um apoio superior a 60 mil euros e prevê a melhoria da zona envolvente. O termo de aceitação foi assinado no 30º aniversário da ADEPE – Associação para o Desenvolvimento de Peniche, no dia 18 de dezembro, na ESTM.
“Não é um cais em betão”, referiu o presidente da Câmara, Vítor Marques, questionado pela Gazeta das Caldas, notando que será em materiais mais modernos, servirá especialmente a atividade lúdica.
Outro projeto aprovado foi o PenSaLo, da Câmara de Óbidos, com um investimento de mais de 61 mil euros e um apoio de 43 mil euros e, segundo o edil obidense, Filipe Daniel, este é um projeto desenvolvido em paralelo com o projeto CaSuLO, da Lagoa de Óbidos. O objetivo é “conhecer e ter um maior know-how em relação a um ecossistema extraordinário, que é a lagoa”. O autarca realçou a importância de ter dados. No projeto do Casulo, por exemplo, vão estudar as principais espécies em termos económicos e perceber as espécies em risco, como o cavalo-marinho. O PenSaLo será então uma continuação do CaSuLO.
Foram ainda aprovados vários projetos de Associações Humanitárias de Bombeiros, mas também de empresas (como a Frutos do Mar). Os municípios da Lourinhã e de Torres Vedras têm dois projetos cada e o de Peniche tem três, um dedicado ao percebe das Berlengas, um à renda de bilros e outro para o Laboratório do Mar, dedicado aos jovens. Os dois projetos âncora são o Blue Bridges, da Smart Ocean (137 mil euros de apoio) e o Centro Mar Oeste, cujo protocolo que permitirá a sua instalação no emblemático edifício da Nau dos Corvos (que será cedido pela Câmara), foi assinado. O protocolo estabelece os trabalhos preparatórios à cedência do património. Conforme explicou o presidente da Câmara de Peniche, Filipe Sales, a autarquia penichense irá investir 650 mil euros na recuperação do imóvel, que era uma fortificação, foi um posto semafórico para a segurança marítima, um salão de chá e, nos últimos anos, restaurante.
O presidente da ADEPE, Joaquim Pequicho, aproveitou o aniversário para recordar a história e evolução da associação, numa cerimónia na qual foram ainda homenageados os antigos presidentes e ainda Jorge Abrantes, que integrou todas as direções da associação).
Ao longo do tempo a ADEPE já realizou 120 cursos e certificou 3600 pessoas. Foram 138 projetos aprovados com 10,3 milhões de euros investidos (dos quais 8,5 milhões de euros com a ADEPE e 1,8 de Lourinhã e Torres Vedras). Desde 2024 receberam 57 candidaturas a fundos comunitários, com um investimento de 5,8 milhões de euros e um apoio público de 2,5 milhões de euros. Já foram aprovados 28, com um apoio de 1,8 milhões de euros, aos quais se juntam agora estes 16, que correspondem a mais de 1 milhão de euros de apoio, colocando a taxa de compromisso em 74%.
Dina Ferreira, da Autoridade de Gestão do Mar2030, disse que a ADEPE é o rosto vivo do programa na região. “O Mar2030 foi o único do Portugal2030 que reconheceu a importância do Desenvolvimento Local de Base Comunitária”, destacou, notando a importância da proximidade, algo que o secretário de Estado do Mar e das Pescas, Salvador Malheiro, também referiu. O governante destacou o potencial da região na economia azul e aproveitou ainda para realçar a criação do estatuto do Jovem Pescador, que pode não ter grandes benefícios palpáveis já, mas é um primeiro passo” para aumentar a atratividade do setor.








