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Montepio Rainha D. Leonor celebrou parceria para a área da Fisioterapia

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A apresentação da nova parceria decorreu no próprio serviço, que funciona no lar

Parceria começa com o atual serviço, mas expande-se para a futura nova unidade, com 600 metros dedicados à reabilitação física e fisioterapia

O Montepio Rainha D. Leonor celebrou um protocolo com a Gestos Coesos, firma com cerca de dez anos, especializada na gestão e operação de serviços de Fisioterapia com experiência no trabalho com IPSS’s, Associações Mutualistas e Misericórdias a nível nacional.

Paulo Ribeiro, presidente do Conselho de Administração do Montepio Rainha D. Leonor explicou o contexto que levou a esta parceria: é que este serviço convencionado com o SNS tornou-se “altamente deficitário ao longo dos últimos 10 anos”, que “o modelo existente não era financeiramente sustentável” e que “manter a prestação nestes moldes colocaria em risco não apenas este serviço, mas o próprio ecossistema do Montepio”.

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Questionado pela Gazeta das Caldas explicou que o serviço tinha um prejuízo anual de dezenas de milhares de euros.

Assim, a administração “ponderou cessar a prestação direta do serviço de Fisioterapia no âmbito do SNS”, mas ciente de que “Caldas da Rainha e a região ficariam sem prestador de Fisioterapia convencionado com o SNS, afetando diretamente utentes, famílias e o acesso a cuidados essenciais”.

Em 2024 os doentes tratados pela via do SNS rondavam os 70%, sendo que no último ano esse valor caiu para cerca de 40%.

Paulo Ribeiro diz que “esta parceria tem um objetivo muito claro: garantir a continuidade da Fisioterapia para o SNS na região, assegurando simultaneamente a reestruturação do serviço, tornando-o altamente eficiente e sustentável”.

O mesmo responsável nota que “a convenção com o SNS mantém-se na esfera do Montepio Rainha Dona Leonor”, tal como os trabalhadores e o serviço que “continua a ser prestado em nome do Montepio. O que muda é a forma como é gerido: agora com uma gestão altamente especializada e orientada para a eficiência operacional, mantendo a excelência clínica, que permitirá chegar a mais pessoas”, afirma.

A Gestos Coesos ajudará a otimizar processos e na aquisição de novos equipamentos, bem como no recrutamento de novos profissionais. Existe a possibilidade de alargamento do serviço a novas salas.

“Esta parceria vai potenciar o aumento da capacidade da resposta”, dos atuais cerca de 100 diários para entre 150 a 200 diários nesta fase e cerca de 400 quando mudarem para a nova unidade.

Outro ponto importante é que esta parceria é feita de olhos postos no futuro, dado que “a Gestos Coesos será também parceira estratégica do Novo Centro Clínico & Living Lab do Montepio”, tendo uma área de 600 metros quadrados, dedicada à reabilitação e à Fisioterapia, na nova unidade. Este é o segundo parceiro estratégico especializado com contrato assinado, depois da Affidea, que terá cerca de 1100 metros quadrados dedicados à imagiologia e diagnóstico.

Paulo Ribeiro frisou ainda a estratégia que têm seguido, o Montepio OneHealth, que é “uma abordagem integrada da saúde, onde prevenção, tratamento, reabilitação, inovação e sustentabilidade coexistem num mesmo ecossistema”.

Pedro Albuquerque, da Gestos Coesos, admitiu que as comparticipações são “um desafio, porque são muito baixas e não são revistas à quase 30 anos”, mas acredita que conseguirão prestar “um bom serviço e dar uma boa resposta aos nossos utentes”.

O mesmo explicou que o serviço se torna mais sustentável com mais utentes e que este aumento de utentes nesta resposta poderá também ter um impacto multiplicador noutras ofertas da instituição.

“Queremos que a equipa atinja o triplo do tamanho em três anos”, aponta. Atualmente são 13 profissionais.

Questionado pelo nosso jornal sobre o modelo que seguem e qual a chave para tornar a resposta sustentável explicou que se focam na eficácia do tratamento, para poder ter mais utentes, com a mesma equipa e área geográfica. “Significa estar com o utente menos tempo, mas otimizá-lo da melhor forma possível”, esclareceu, notando que a articulação com o médico fisiatra e a direção clínica é a chave. Os responsáveis da empresa criada há cerca de dez anos procuram “uma aplicação constante de técnicas que signifiquem que o utente está sempre a melhorar”.

O coordenador do serviço na instituição, desde há 17 anos, é Alberto Pereira.

A diretora clínica do Montepio, Mafalda Santos, disse que esta “é uma forma de chegarmos à nossa população tão deficitária” e que os profissionais da Gestos Coesos “vêm ajudar-nos a tornar o Montepio mais musculado nesta resposta da Fisioterapia e Reabilitação”.

Aumento dos preços no condomínio residencial gera queixa
À Gazeta das Caldas chegou esta semana uma queixa relativa ao aumento dos preços dos serviços prestados no Condomínio Residencial do Montepio Rainha D. Leonor. Um total de 40 das 44 rúbricas da tabela de serviços terá sofrido aumentos, com uma média de subida acima dos 12%. Segundo os documentos que chegaram ao nosso jornal, o maior caso de aumento é o do serviço de Fisioterapia que sobe dos 29 para os 40 euros (mais de 37%).

Questionado pelo nosso jornal relativamente ao assunto, o presidente do Conselho de Administração, Paulo Ribeiro, optou por não responder. No entanto, na carta enviada aos utentes este aumento é explicado com o “contínuo aumento dos custos associados à mão de obra, energia e matérias primas, conjugado com o alto padrão de qualidade de serviços do qual não abdicamos”.

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