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Orkan, o navio viking, passou por Peniche

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A embarcação inspirada na tradição naval viking esteve acostada em Peniche

Hoje, 27 de agosto, se as condições meteorológicas e marítimas o permitirem, a embarcação já segue rumo à Bretanha, tendo terminado ontem o percurso pela costa portuguesa, que incluiu um dia acostado em Peniche, com possibilidade de visita ao seu interior

Uma embarcação inspirada na tradição naval viking, com cerca de 28 metros de comprimento, esteve acostada em Peniche na passada terça-feira (25 de agosto). O navio Orkan é uma cópia dos navios-dragão viking que navegaram nos séculos VIII a XI e está a realizar um percurso na costa portuguesa, entre Vila Real de Santo António e Leixões, numa iniciativa do Instituto Português de Arte e Cultura (IPAC).

Construído por cerca de 500 pessoas do coletivo francês Bátar, o navio foi concebido para expedições de longa distância e para a transmissão de conhecimentos ligados à construção naval e à navegação. Esta passagem por Portugal integra a expedição de 2026 (que começou no Mediterrâneo e terminará no norte de França), que pretende testar o navio e preparar a tripulação para uma futura travessia do Atlântico Norte, até Nova Iorque, prevista para o próximo ano.

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O Orkan chegou a Peniche na madrugada de terça-feira, vindo de Lisboa, e ali permaneceu até ao final da tarde, seguindo rumo à Figueira da Foz. A bordo vinham 16 pessoas, a maioria na casa dos 30 anos e com as mais diversas experiências de vida, explicou Moisés Preto Paulo, do IPAC, que também integrou a tripulação no percurso entre Setúbal e Lisboa e continua a acompanhar a viagem, garantindo os preparativos de acolhimento. E este “não podia ser melhor, as pessoas têm sido incríveis em todas as cidades por onde passámos”, destacou o comandante do navio e líder do coletivo francês Bátar, Thomas Devineaux, à Gazeta das Caldas. De acordo com o responsável, a viagem “tem corrido muito bem” e apenas ontem, no percurso entre Setúbal e Lisboa, apanharam uma forte ondulação, mas o navio esteve à altura. “Estamos muito felizes com o barco e como ele se comportou. Isso é realmente promissor para o que acontecerá, especialmente cruzando o Oceano Atlântico, no passeio para o norte”, afirmou Thomas Devineaux, que também tece rasgados elogios à tripulação.

O vereador da Cultura da Câmara de Peniche, Ricardo Rosado, destaca a abertura daquele porto à comunidade e a novas culturas, dando nota da movimentação de vários curiosos com a imponência da embarcação. O navio esteve também disponível para visitas entre as 16h00 e as 17h30. A tripulação foi recebida na Câmara Municipal e houve uma visita ao Museu da Resistência e da Liberdade e também ao Museu da Renda de Bilros, onde teve oportunidade de degustar o peixe seco de Peniche.

O Orkan, com 28 metros de comprimento, 6 metros de largura e uma área vélica de 184 m² foi construído em Toulouse (França), ao longo de três anos. É a terceira e maior réplica de drakar construída pela organização francesa Batar nos últimos 15 anos.

A tripulação e elementos do executivo camarário junto ao Orkan
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