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População opõe-se a instalação de Parque Fotovoltaico na freguesia do Landal

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Objetivo da empresa é que aCentral Fotovoltaica das Caldas, com uma área de implantação de 7,6 hectares, comece a ser construída em inícios de 2027

A população do Landal está contra a instalação de um parque fotovoltaico/solar previsto para a zona de Casal dos Amiais e envolventes Bairradas, Santa Suzana, Rua Porto do Moinho e Casais dos Rostos. Técnicos da empresa Hyperion Renewables Lezíria,S.A e da autarquia das Caldas, bem como o presidente e vice-presidente da Câmara das Caldas, reuniram com a população no passado dia 19, para apresentar o projeto, mas as explicações não levaram a uma mudança de opinião.
Num abaixo-assinado que está a decorrer, os cidadãos do Landal reconhecem a importância das energias renováveis na transição energética, mas consideram que a localização proposta para o projeto é “inadequada e causará prejuízos significativos à nossa comunidade e ao ambiente”.
Esta oposição é, desde logo, fundamentada pelo impacto ao nível ambiental e da biodiversidade e valor paisagístico e turismo, referindo que o “projeto altera drasticamente a paisagem rural, prejudicando o valor cénico da região e impactando negativamente o turismo rural/natureza, que é uma fonte de rendimento para a população”.
Os moradores, proprietários de terras, agricultores e cidadãos mostram ainda a sua preocupação ao nível do impacto nos recursos hídricos e pela desvalorização “imediata” do património imobiliário local que a instalação de um parque fotovoltaico nas proximidades de zonas habitacionais provoca. “Ninguém quer comprar ou construir uma casa ou um prédio com vista para um “mar de vidro” em vez de paisagem natural”, referem no abaixo-assinado.
O ruído e o aumento da temperatura do solo são outras das preocupações apresentadas, potenciando o êxodo destas terras, até porque, acrescentam, “após a construção, estas centrais tornam-se desertos de vidro, que não criam emprego local nem a longo prazo. Estes projetos asfixiam e destroem a Economia Local, as pequenas empresas agrícolas e locais, levando-as ao fracasso e à falência”, concretizam.
A impossibilidade da prática da caça e do crescimento da vegetação, bem como a contaminação das águas e do ar pelo uso de produtos químicos, ou ainda o período da regeneração do solo após o desmantelamento do parque são outros dos problemas levantados no documento, que também deixa várias alternativas dentro da tecnologia solar.
Pedem a não aprovação do licenciamento do projeto Parque Solar da empresa Hyperion Renewables Lezíria,S.A, a realização de um Estudo de Impacte Ambiental (EIA) “rigoroso e independente, com consulta pública alargada” e a avaliação de localizações alternativas em áreas já degradadas ou em soluções alternativas dentro da tecnologia solar.
O presidente da Junta do Landal, Armando Monteiro, está, “juntamente com a população, contra a instalação deste parque fotovoltaico”, disse à Gazeta das Caldas. O autarca conta que não tinha conhecimento do projeto até ter-se deparado com a sua discussão, para apreciação, em sede da comissão da Assembleia Municipal, e que exigiu esclarecimentos. O assunto voltará a ser analisado pelos deputados municipais, numa terceira reunião da comissão, antes de voltar a ser apreciado pela Assembleia Municipal.

“Investimentos necessários na região”
À Gazeta das Caldas, o presidente da Câmara, Vítor Marques explicou que o que existe atualmente é um plano de intenções por parte da empresa, e que ainda não deu entrada na Câmara nenhum projeto.
De acordo com o plano da empresa o início da construção da Central Fotovoltaica das Caldas, com uma área de implantação de 7,6 hectares, deverá ocorrer em inícios de 2027. O processo de contratação de terrenos, os levantamentos topográficos e projetos técnicos já estão concluídos, assim como o licenciamento ambiental.
O projeto consiste num agregado de quatro Unidades de Pequena Produção, que “têm como objetivo a produção de energia elétrica a partir de uma fonte renovável e não poluente, a energia solar, contribuindo assim para as metas do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC)”. Na apresentação feita no local, foi ainda explicado que a Hyperion renewables quer “contribuir” para o desenvolvimento do concelho, através da contratação de serviços a empresas locais, ao longo do desenvolvimento do projeto ou de apoio à construção.
A empresa, sediada em Lisboa, tem atualmente cinco parques em desenvolvimento, 12 parques em operação e quatro parques em construção, em vários pontos do país.
O presidente da Câmara defende que estes investimentos são necessários na região, sendo acauteladas condições. Considera que há contrapartidas para a comunidade que podem vir a ser apresentadas, como em relação ao distanciamento das casas, por parte da empresa. ■

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