
Caravana nacional da FENPROF esteve nas Caldas na terça feira de manhã com iniciativas de rua e um plenário de professores
Cerca de 30 professores juntaram-se na Praça 25 de Abril, no centro da cidade, para ouvir o secretário-geral da FENPROF, José Feliciano Costa, defender a escola pública e a valorização da carreira docente. O plenário de professores culminou uma manhã de iniciativas junto das escolas caldenses e da praça da fruta, onde professores e dirigentes do sindicato SPGL contactaram com docentes nos estabelecimentos de ensino e distribuíram postais e recolheram assinaturas junto da população, que depois farão chegar ao Ministério da Educação.
“A ideia é percorrer o país todo e deixar este alerta. Falar com os professores, mas essencialmente com a comunidade educativa e a população para dizer que o que está em cima da mesa põe em causa a escola pública”, resumiu José Feliciano Costa.
O dirigente sindical denuncia o “desinvestimento continuado” de sucessivos governos e se traduz, atualmente, na falta de professores. No primeiro período havia “mais de 250 mil tempos letivos por dar, devido à falta de professores. Nós tivemos semanas em que mais de 100 mil alunos não tiveram, pelo menos, um professor”, exemplificou o responsável, que acredita que o problema irá manter-se, ou mesmo agravar-se, neste segundo período.
O problema que começou por cingir-se à área metropolitana de Lisboa já alastrou a todo o país, nota José Feliciano Costa, defendendo investimento na educação e nos seus profissionais.
No caso da região Oeste os dados apontam para a falta de professores e um “envelhecimento do corpo docente e sem renovação”.
A maior organização sindical dos professores no país já iniciou o processo de revisão do estatuto da carreira docente, que assenta em medidas da valorização da carreira e resolução do problema da falta de docentes. “Nos próximos oito a nove anos vão aposentar-se cerca de quatro mil professores por ano, ou seja, até 2031 cerca de um terço do corpo docente desaparece”, alerta, chamando a atenção para a necessária renovação.
As propostas já entregues ao Ministério da Educação procuram a atração de jovens para o ensino e o “tentar que voltem os cerca de 20 mil professores qualificados que abandonaram a profissão nos últimos anos”. Para isso propõem um aumento dos índices salariais de entrada, o encurtamento da carreira, o respeito pelos horários de trabalho e um sistema de avaliação de desempenho que seja formativo e que não seja punitivo, entre outras medidas.
A caravana nacional “Somos professores. Damos rosto ao futuro” arrancou a 19 de fevereiro e terá terminado ontem, 4 de março, em Lisboa. Em cada dia houve ações em dois distritos distintos, como foi o caso das Caldas da Rainha (com a organização a optar por esta cidade ao invés de Leiria, ainda a sofrer dos impactos das intempéries) e Aveiro, a 2 de março.










