O novo Presidente da República foi recebido em clima de grande festa num muito lotado grande auditório do CCC, nas Caldas, e iniciou o seu primeiro discurso a mostrar a sua solidariedade em relação às pessoas afetadas pela calamidade. “Precisamos de um país preparado e não surpreendido”, apontou, saudando as pessoas que foram votar. “Os vencedores desta noite são os portugueses e a democracia” e esta vitória é uma “afirmação de um Portugal plural, unido na sua identidade coletiva”.
O sexto Presidente da República deixou uma mensagem para o candidato derrotado, André Ventura, notando que este merece o seu respeito. “Deixámos de ser adversários e temos o dever partilhado de trabalhar por um Portugal mais desenvolvido e mais justo” e “a maioria que me elegeu extingue-se esta noite”. Houve também momento para falar de quem exerceu funções no ato eleitoral, mas também para quem tem trabalhado na proteção das pessoas nesta calamidade e ainda a sua equipa.
António José Seguro confessou-se de coração “cheio de gratidão, emoção e responsabilidade”, recordou as origens e disse que aceita com humildade e confiança a missão de ser Presidente da República. “Sou livre e vivo sem amarras” reafirmou, garantindo que assim se manterá durante o mandato. “A minha liberdade é a garantia da minha independência”, disse.
Além de elencar algumas das prioridades que terá, garantiu a sua lealdade e cooperação institucional com o governo. “Não serei oposição, serei exigência”, disse, notando que não será por ele que haverá eleições antecipadas. Salientou ainda que a “transparência e ética são inegociáveis” e avisou que o “medo paralisa, é a esperança que constrói”.
Antes, à saída de casa em direção ao CCC, afirmara que o “o povo português é o melhor povo do mundo” elogiando a sua “responsabilidade cívica e o apego à democracia”.
“A primeira palavra é simples: o povo português é o melhor povo do mundo. Excelente, de uma responsabilidade cívica enorme e de um apego aos valores da democracia”, disse Seguro aos jornalistas à saída de sua casa, nas Caldas, naquela que foi a primeira declaração depois de ser conhecida a sua vitória na segunda volta das presidenciais. Questionado sobre se acreditava num resultado como o conseguido esta noite, disse ter “imaginado que podia merecer a confiança dos portugueses” e afirmou ainda ter como único objetivo “servir o país”.
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