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“Paixão de Cristo” de B. Pinheiro em destaque no Museu Malhoa

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Alguns dos especialistas que participaram no seminário sobre a Paixão de Cristo

Museu teve dias animados. Em destaque esteve a Paixão de Cristo e celebrou-se o Dia dos Museus com eventos

“O Movimento da Alma na ‘Paixão de Cristo’ de Rafael Bordalo Pinheiro” decorreu a 14 de maio, no Museu Malhoa, parceria com a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL).

O projeto contou com uma residência artística desenvolvida por alunos e docentes da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e parte do conjunto escultórico Paixão de Cristo, de Rafael Bordalo Pinheiro.

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Esta iniciativa já começou no ano passado e inclui a participação de dez artistas, alunos das Belas Artes, que realizaram os desenhos sobre a Paixão de Cristo, obra que se encontra no próprio museu caldense.

A mostra dos trabalhos abriu na manhã de 14 de maio e, durante o resto do dia, seguiu-se um seminário que contou com a participação de vários especialistas.

Artur Ramos e Luís Jorge Gonçalves, bem como João Alpuim Botelho, diretor do Museu Bordalo Pinheiro, Dora Mendes, do Museu do Hospital e das Caldas e os investigadores Marta Galvão Lucas e Pedro Henriques de Farias tiveram intervenções neste evento e as suas comunicações farão parte de uma futura edição, tal como explicou a diretora do Museu de José Malhoa, Nicole Costa.

Produzida entre 1887 e 1899 por Rafael Bordalo Pinheiro (1846–1905), a Paixão de Cristo tem sido, através desta iniciativa, revisitada a partir de novos e atentos olhares da FBAUL.

Podem agora ser vistos novos desenhos sobre as figuras que são próximas do tamanho humano e que originaram novas leituras em quem participou neste projeto.

A “Paixão de Cristo”, o conjunto escultórico em cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro tinha como destino inicial as capelas do Buçaco .

As nove cenas escultóricas que narram a Paixão de Cristo – desde Jesus no Horto até ao Caminho do Calvário, passando pelos episódios da Traição de Judas e da Passagem do Cedron, de Jesus em Casa de Anás e em Casa de Caifás, de Jesus perante Pilatos, e em Casa de Herodes e de Pilatos Lavando as Mãos.

As peças, que têm a escala humana, foram restauradas e estão agora em primeiro plano na galeria semicircular que circunda a principal sala deste espaço museológico.

A Paixão de Cristo foi criada entre 1887 e 1899 por encomenda do Estado à Fábrica de Faianças e tinha como destino as capelas da Mata do Buçaco.

Por vicissitudes várias da época, o conjunto escultórico não foi terminado, e permaneceu nas Caldas da Rainha desde então. O conjunto é constituído por 55 figuras que foram modeladas no barro na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.

Durante todo o fim de semana decorreram várias iniciativas como oficinas que foram feitas em parceria com a ETEO e que decorreram em volta do teatro e da Rainha D. Leonor. A atividade designnou-se “Descobrir Rainha D. Leonor – Um percurso teatral animado. À tarde houve a tertúlia poética “Para unir um mundo dividido”, com Mabel Cavalcanti e Leonardo Melo.

Os artistas trouxeram ao museu caldense um percurso inspirado pelo cancioneiro lusófono.

No domingo, dia 17 de maio, durante a tarde no jardim em frente ao museu a celebração do Dia Internacional dos Museus incluiu ainda um concerto do Coro Social do Bairro, o lançamento da publicação manifesto “Juntamos Muita Gente ao Barulho”, com conceção gráfica da Éditions N’importe Quoi, e a finissage da exposição homónima.

O encerramento das atividades contou com um DJ Set surpresa, prolongando o ambiente festivo e celebrando o “barulho” criativo, coletivo e positivo que marcou este projeto que ligou o museu a vários artistas e alunos das escolas caldenses. Para a diretora, Nicole Costa, “os museus são espaços privilegiados de provocação de reflexões, pensamentos e ações”. Na sua opinião, num mundo cada vez mais fragmentado, “cabe-nos assumir um papel ativo na promoção de sociedades mais empáticas, solidárias e conscientes, através da cultura, do diálogo e da partilha”.

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